Effy conta investir 1,5 milhões em Portugal

O CEO da empresa, José Xavier, prevê contratar “dezenas” de programadores em Portugal para desenvolver a oferta para o sector da Saúde, sobre tecnologia RAID da WeDo.

José Xavier, CEO da Effy

A Effy revelou a intenção de investir 1,5 milhões de euros em Portugal, metade dos três milhões de euros que prevê investir até 2020. Em declarações para o Computerworld, o CEO da empresa, José Xavier, revela que a organização prevê contratar “dezenas” de programadores no país para desenvolver a oferta da organização.

Um número mais concreto de contratações deverá definir-se conforme se efective a entrada de mais investidores, segundo o executivo. Xavier está actualmente em negociações, revelou, ao mesmo tempo que gere a sua saída da liderança do negócio da WeDo nos EUA.

Para já, a empresa tem como sócio minoritário da empresa, com 10% do capital social, José Nanclares, que qual dirigia os sistemas de informação do grupo José Manuel de Mello.

A Effy resulta de uma operação de compra (“Management Buyout”) dirigida por José Xavier, no contexto de re-direccionamento estratégico da WeDo, empresa integrada na Sonae IM: esta unidade gestora de investimento do grupo Sonae, na área de TIC, pretende apostar prioritariamente em áreas tecnológicas ligadas a telecomunicações e retalho.

A estratégia da Effy assenta no aproveitamento da tecnologia RAID para a área da Saúde. E nesse sentido a empresa obteve o licenciamento para desenvolver e fazer evoluir mais oferta sobre a plataforma, explica o executivo.

O plano de negócio de José Xavier prevê que esta atinja 10 milhões de euros em receitas por volta de 2020. Mais de 90% será fora do mercado nacional, 70% no mercado nos EUA.

A tecnologia RAID, de detecção de fraude e garantia de receitas, é o elemento fundamental da RAID Healthcare, que a Effy está a promover. A empresa posiciona-se como fornecedor de tecnologia e serviços para reduzir as ineficiências do sector da saúde.

A sua proposta de valor parte da detecção de anomalias para optimização da performance financeira, clínica e operacional das empresas daquele sector.

A RAID, recorda um comunicado, foi concebida para “comparar grandes quantidades de dados, detetar problemas e sugerir intervenções com o objetivo de corrigir falhas”. Não só serve o aumento da
eficiência da gestão como os processos de tomada de decisão.

“Esta plataforma [RAID Healthcare] , desenvolvida através de modelos analíticos exclusivos, faz a auditoria e análise dos dados de forma permanente, tornando o processo cada vez mais inteligente no que respeita à tomada de decisões tanto no âmbito financeiro e clínico como no
âmbito operacional”, diz José Xavier.

O plano de negócio de José Xavier prevê que esta atinja 10 milhões de euros em receitas por volta de 2020. Mais de 90% será fora do mercado nacional, 70% no mercado nos EUA. Segundo o responsável, a Effy nasceu com foco quase totalmente internacional.

“Apostámos nos EUA porque consideramos que a plataforma responde de forma especialmente eficaz aos desafios das empresas americanas da área da saúde, país que gasta mais do dobro da média Europeia
nesta área e onde as oportunidades de melhorias de eficiência atingem valores muito
elevados”, declara.

Mercado brasileiro pode valer 20% do negócio

A maior parte da equipa de gestão executiva e de vendas da empresa é norte-americana, com “grande experiência no sector do healthcare local e internacional”. Com efeito a Effy firmou já um contrato com uma instituição que serve a gestão financeira de 12 hospitais nos EUA.

Mas tem também um cliente em Portugal, a José de Mello Saúde. Com escritórios no Brasil e Reino Unido, a empresa procura um parceiro comercial, consultoria e integração, para aquele mercado sul-americano.

E deverá ter presença local consolidada,
sublinha José Xavier. Numa projecção, o executivo estima que o mercado brasileiro poderá valer perto de 20% das receitas da organização.

Para aquele espaço económico a estratégia da empresa passa sobretudo por dar continuidade a um conjunto de contas herdado da WeDo.

*Com comunicado




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