7 tendências da fraude online

A Feedzai publicou um lista de tendências onde refere que a maioria das fraudes se esconde entre os dados, sendo pouco perceptíveis ao “olho humano”, impedido a toma de decisões informadas.

Nuno Sebastião, CEO da Feedzai

As fraudes escondem-se em nos zettabytes de dados disponíveis, mas deixam padrões subtis à sua passagem. A Feedzai identificou e aponta algumas tendências que ajudam na complicada tarefa de distinguir o que é “fraude” ou “não-fraude”, sendo que “nenhum sinal”, per se, é “suficientemente claro” para tomar decisões.

Estas tendências podem ajudar, por exemplo os bancos – o principal perfil de clientes da startup portuguesa – a encontrar vestígios de padrões entre 163 zettabytes de dados, ou 163.000.000.000.000.000.000.000, que vão ser criados até 2025.

1. Quem comete fraude gosta de contas novas. A maioria das fraudes acontece nas primeiras 100 horas após a criação de uma conta;

2. Gosta também de dispositivos acabados de configurar. As tendências demonstram que a menor for a distância temporal entre o momento de configuração do dispositivo e a execução de uma transacção está correlacionada com mais fraude;

3. As fraudes gostam de dígitos consecutivos. Endereços de email com entre dois e quatro números consecutivos são alvo de mais fraudes;

4. Quem comete fraude não gosta de dar nomes aos seus dispositivos. Existe uma elevada taxa de fraude quando o dispositivo é desconhecido ou “nulo” numa transacção móvel;

5. Gostam ainda de chaves que estão juntas. A fraude está correlacionada com padrões de email falsos (90%). Um desses padrões é quando as letras num endereço de email são, em média, as mesmas ou estão lado a lado (no teclado);

6. Quem comete fraudes carrega as suas baterias. 79% dos utilizadores de Internet descarregam as suas aplicações bancárias móveis, o que torna este mais um canal para a fraude. Os analistas revelam que as taxas de fraude são mais elevadas quando o dispositivo tem mais bateria disponível;

7. Quem comete fraude gostam de utilizar endereços de correio electrónico obscuros. Preferem determinados domínios sobre outros.

Dados não integrados “não são um activo, são uma vulnerabilidade”

A Feedzai recorda que, actualmente, os bancos trabalham centradas nos produtos e não no cliente e tomam decisões em silos. Uma vez que os clientes utilizam vários canais de métodos de pagamento, os seus dados transacionais terminam em bases de dados que não falam umas com as outras.

Entretanto, muitos dados externos enriquecedores e valiosos não são reutilizados, porque muitas organizações não têm a infra-estrutura para integrar fontes de dados internos e externos. Para estas organizações, big data não é um activo é uma vulnerabilidade, refere a Feedzai. Até porque, apenas “10% das instituições financeiras utiliza analítica de aprendizagem automática para os ajudar a orquestrar a autenticação” e só “40% tem algum nível de cruzar dados de canais e de procutos para tomar decisões”.




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