5 sugestões para quem odeia redes sociais

A marca pessoal de um executivo passa por ter uma presença online. Manter essa identidade online não tem de ser um fardo, mesmo quando se odeia as redes sociais

As redes sociais podem parecer um pré-requisito para construir uma marca profissional – e de facto será necessário ligar-se se pretender fazer crescer a sua carreira. Mas, se as redes sociais não são a sua praia, há formas de encontrar o equilíbrio entre estar off-line e ter a sua marca profissional online.

“Vale a pena gastar algum tempo para actualizar e manter, regularmente, os seus perfis em plataformas de networking destinada a profissionais, como o LinkedIn, para o desenvolvimento da carreira e pelas oportunidades inerentes”, diz Charlie Gray, presidentes e co-fundador da Gray Scalable.

Mas construir uma marca profissional online não tem de tomar conta da sua vida, nem parecer ser o mais importante. Aqui estão cinco dicas que podem ajudá-lo a obter o máximo das redes sociais sem sacrifícios.

Ser estratégico

Não é necessário ter uma conta em cada uma das plataformas sociais. Identifique o seu público e foque-se em construir a sua presença aí. Por exemplo, se a sua rede profissional está no LinkedIn ou no Twitter, não é precisa preocupar-se em publicar no Instagram ou no Facebook.

“Os executivos devem perceber que sites se enquadram melhor no seu domínio natural e forcar-se nesses se estiverem no negócio do design. Eu focar-me-ia no Pinterest ou Instagram, por exemplo. Se estiverem no negócio do recrutamento ou do marketing, o LinkedIn é a plataforma adequada”, diz Gray.

Para ter uma ideia das plataformas adequadas para si, acompanhe outros lideres da indústria para confirmar onde é que eles publicam e se envolvem com os seus público-alvo.

Encontrar foco

Leve algum tempo a pensar no que pretende da sua presença online. Quer ter mais audiência? Quer captar clientes e consumidores ou ligar-se a outros líderes da indústria para criar oportunidades de networking?

“Com um sistema e um plano, pode colocar as redes sociais ao seu serviço e transformá-los numa ‘mina de ouro’. Pense em coisas como uma conferência virtual – tem a oportunidade de decidir quem pretende captar e como, diz Christine Hueber, perita e ‘coach’ de carreira.

Se perceber o que pretende ganhar profissionalmente das redes sociais, será mais fácil concentrar os seus esforços e terá menos probabilidades de perder tempo e energia quando está ligado.

Qualidade não quantidade

As suas redes sociais – tanto online como offline – devem focar-se na qualidade e não na quantidade. Se tem uma grande quantidade de seguidores no Twitter, mas consegue mais envolvimento com pequenas audiências no Facebook, talvez possa descartar o Twitter. O mais importante não é sempre a quantidade de seguidores que se tem, mas o nível de envolvimento dessa audiência.

“Preocupe-se menos com a contagem dos seguidores e mais com a interligação com outros influenciadores. Deixe de olhar para as redes como “meios sociais” e comece a trata-las como redes de networking. Se as tratar como outra faceta do processo de networking, a sua atitude vai mudar rapidamente”, diz Robert Richardson, presidente da Richardson Marketing.

Focar-se na qualidade é também manter a autenticidade, o que é importante para uma marca pessoal. Manter uma presença caracterizada pela consideração, profissionalismo e envolvimento torna a sua rede mais forte do que alguém que “dispara diariamente conteúdos de marketing sem significado”, sublinha Richardson.

Cinja-se ao que domina

Se é melhor nas relações cara a cara, deve continuar a investir o seu tempo nesse tipo de interacções. É também uma forma fantástica de assegurar que a sua rede online é construída sobre conexões de qualidade. Tire partido das suas competências de networking em eventos e reuniões e utilize as redes sociais para reforçar esses contactos após os encontros.

“Há uma posição a sedimentar: o tempo passado a construir e desenvolver a sua rede no ‘mundo real’ terá mais valor a longo prazo do que horas gastas a aperfeiçoar um perfil numa rede social. Se os perfis sociais podem ser um apoio na sua marca pessoal, em última instância, não irão substituir a forma como as pessoas constroem as suas vidas profissionais no dia-a-dia”, afirma Amy Richanadter, chief people officer na Adaptive Insights.

Subcontratar as redes sociais

Mas, se não suporta a ideia de manter a sua própria presença nas redes sociais ou se simplesmente não tem tempo considere contratar um gestor de redes sociais. Há muitas pessoas que sabem precisamente como lidar com os seus perfis online seja a tempo inteiro, em part-time ou como freelance.

“As redes sociais têm as suas próprias linguagens e há peritos que são fluentes nela. Ainda que que pareça óbvio como utilizar uma rede social, os peritos podem ser uma verdadeira ajuda, alivia-lhe o trabalho e poupa-lhe tempo”, diz Gray.

Ou então pode optar por plataformas de gestão de redes sociais de terceiros, como a HootSuite, onde pode consolidar os seus perfis num único lugar. Há plataformas amigáveis que permitem gerir a presença nas redes sociais, disponibilizando ainda analítica para verificar quais os resultados dos seus esforços.




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