53% dos portugueses não alterou passwords nos últimos 12 meses

Os portugueses não se sentem informados sobre os riscos do cibercrime, acham que as autoridades não fazem o suficiente para os proteger, mas “em casa” estão confiantes. No entanto, poucos alteram as suas passwords nos últimos 12 meses.

Os portugueses não se sentem bem informados sobre os riscos do cibercrime. Em linha com a média europeia (51%), em resposta a estudo do Eurobarómetro sobre a atitude dos europeus relativamente à cibersegurançaa maioria dos mais de mil portugueses inquiridos  não se sente suficientemente informado sobre esses riscos.

Entre os utilizadores de Internet portugueses (cerca de 70% da totalidade dos inquiridos portugueses), as maiores preocupações prendem-se com os riscos de utilização indevida dos seus dados pessoais (51%) e com a segurança dos pagamentos online (47%).

Estas preocupações estão a ter impacto no comportamento dos utilizadores de Internet.  No entanto, confiantes de que se conseguem proteger das ameaças online (74%), os utilizadores de Internet pecam por não alterar as suas passwords regularmente. 53% dos internautas portugueses não mudou qualquer password nos últimos doze meses contra 37% da média europeia. As passwords de email (34%), das redes sociais (28%) são aquelas que os portugueses mais alteraram nos últimos doze meses. Curiosamente, apesar da preocupação com a segurança dos pagamentos online (47%), poucos são os portugueses que alteraram, no último ano, as passwords de serviços de banca e de compras online pouco, apenas 15% e 5%, respectivamente.

Nos últimos três anos, 29% dos portugueses (45% dos europeus) instalaram ou alteraram o software anti-vírus nos seus dispositivos e passaram a ter um comportamento mais defensivo que passa por exemplo pela menor probabilidade de disponibilizar informação pessoal em websites (33% dos portugueses, 39% dos europeus), utilizar apenas o seu próprio computador (22%, 36%) ou abrir apenas emails provenientes de pessoas conhecidas e dirigidos especificamente ao próprio (22%, 35%). 13% dos portugueses (28% dos europeus) passaram a utilizar passwords diferentes em diferentes websites.

Em casa, os portugueses falam com as crianças sobre os riscos da Internet (50%), monitorizam a utilização da Internet por menores (35%), limitam a utilização do tempo gasto pelas crianças online (36%) e ajustam as configurações dos browsers e outras ferramentas utilizados por crianças (25%). Parece, no entanto, relevante referir que 7% dos inquiridos (portugueses e europeus) que se querem defender de situações como o “ciberbulling” ou chantagens online não sabem como o fazer.

Cibercrime é um desafio para a segurança interna da UE

Entretanto, os portugueses (e os europeus) consideram que o cibercrime é um grande desafio para a segurança interna da UE. 87% dos inquiridos responderam que é “muito” ou “razoavelmente importante” para essa segurança. A nível europeu, este é um incremento significativo face aos 80% que demonstravam essa preocupação em Março de 2015.

Estarão as autoridades a fazer o suficiente para combater o cibercrime? Poucos internautas portugueses responderam que “concordavam totalmente” (8%), enquanto 39% pensam que estarão a fazer o suficiente. Ainda assim a soma dos que acham que não está a ser feito o suficiente e dos que não têm opinião supera os 53%.  

Já face ao seu próprio comportamento, os portugueses, estão confiantes de que são capazes de se proteger suficientemente bem contra o cibercrime (74%), através da instalação, por exemplo, de ferramentas como os antivírus. Nesta matéria, os portugueses estão mais confiantes que a média europeia (71%). A maioria dos portugueses nunca foi vítima de cibercrime. Apenas 33% dizem ter descoberto software malicioso nos seus dispositivos, 11% afirmam ter recebido contactos fraudulentos para recolha de dados pessoais. Em qualquer dos casos, representa um decréscimo face ao estudo realizado em Outubro de 2014.




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