Wi-Fi Wave 2 manterá estatuto em 2018

A norma permanecerá como estado da arte da tecnologia, embora a 802.11ax ofereça vantagens significativas.

O segmento da Wi-Fi empresa evolui rapidamente, mas m 2018 os equipamentos baseados em 802.11ac Wave 2, continuarão as ser estado da arte. A sucessora será remetida para mais tarde. A Wave 2 é a última norma para Wi-Fi a ser certificada pelo IEEE.

A sua principal inovação é um conjunto de tecnologias denominado “Multi-user Multiple-input, Multiple-output” (MU-MIMO). Na prática, isso significa que os fabricantes podem criar pontos de acesso capaz de interagir com vários dispositivos ao mesmo tempo, em vez de sequencialmente.

A tecnologia chave da 802.11ax é denominada Orthogonal Frequency-Division Multiple Access (OFDMA). Baseia-se numa técnica de transmissão que, em essência, permite que vários dispositivos partilhem não só o mesmo ponto de acesso, mas o mesmo canal Wi-Fi em simultâneo.

Oferece uma vantagem substancial, particularmente quando grande número de dispositivos compartilham o mesmo ponto de acesso. Mas vários especialistas pensam que em 2018 não haverá uma adopção generalizada da nova norma.

Por um lado, ainda não foi formalmente ratificada pelo IEEE, e embora isso não impeça os grandes fornecedores de lançar equipamentos baseados no que a 802.11ax define para já.

Outras tecnologias de Wi-Fi menos sofisticadas poderiam “descolar” em 2018. Em particular, a tecnologia 802.11ad baseada nos 60GHz.

Além dos problemas de normalização, há também o simples fato de as empresas estarem apenas no início da implantação de equipamento em conformidade com a 802.11ac Wave 2. E a maioria dos orçamentos não vai ser esticada para sustentar outra actualização tão difícil.

“As organizações [à escala mundial] estão a conseguir dar suporte às necessidades com implantações mais densas de .11ac, tendo gasto muito dinheiro na Wave 2”, disse Craig Mathias, director do  Farpoint Group. Além disso, a 802.11ax não representa necessariamente uma actualização de capacidade muito grande em relação à Wi-Fi de geração anterior.

Mesmo tendo em consideração os avanços inegáveis, os fabricantes vão ter dificuldades para levar as empresas a fazerem a actualização. Não que isso os impeça de tentarem, ressalva o analista de pesquisas da IDC, Nolan Greene.

Ele diz que todos os principais fornecedores estão a preparar equipamentos “pré-norma” de 802.11ax e competirão pela atenção das empresas . Mas Mathias sugere que outras tecnologias de Wi-Fi menos sofisticadas poderiam “descolar” em 2018. Em particular, a tecnologia 802.11ad baseada nos 60GHz.

É um sistema de muito curto alcance com capacidades de alto débito. Pode se tornar numa opção para implantações com procura intensiva.

“Estou surpreendido que a sua adopção tenha sido tão lenta. Veremos alguma actividade em torno dela durante 2018, mas levará tempo antes de os problemas de alcance (semelhante ao que vimos quando a banda dos 5 GHz foi aberta para o .11a) desaparecerem “, alertou.

Redes de configuração adaptativa

Embora não se preveja que as novas normas tenham um grande impacto durante 2018, ainda há muita inovação capaz de ser relevância na área das redes sem fio. Centra-se nos avanços para redes cujas configurações são capazes de mudar automaticamente para suportar a intenção dos utilizadores.

As “intent-based networks” englobam um aumento na margem de programabilidade, automação e até mesmo capacidades de aprendizagem automática, que podem ser aplicadas a redes sem fio.

A ideia é oferecer equipamentos capazes de simplificar drasticamente a gestão de rede em maior escala. Há várias startups a lançarem plataformas agnósticas quanto ao hardware para gestão de rede baseadas nos princípios relativos à intenção dos utilizadores. Potencialmente isso tornará mais fácil a tarefa de gerir uma rede sem fios complexa, com múltiplos segmentos.

“Começaremos a ver as organizações a usar mais essas tecnologias nas suas redes sem fio em 2018”, prevê Greene.

A infra-estrutura de rede capaz de recolher os seus próprios dados analíticos, decidir sobre as implicações do que recolheu e depois actuar em conformidade começará a ser mais comum durante 2018, de acordo com Greene.

Cloud computing é suporte chave 

A chave para isso é a cloud computing, dado oferecer a capacidade de armazenar e processar dados de forma centralizada. Mathias concorda, dizendo que este tipo de solução pode ser uma grande vantagem para os departamentos de TI.

“A implantação de capacidades de gestão e analítica avançadas (geralmente com base na cloud) é uma grande oportunidade para reduzir custos OpEx e melhorar a fiabilidade e a disponibilidade da rede”, afirmou.

Será também uma mudança alargada. A tendência para haver uma maior automação e infra-estrutura gerida por cloud computing está a ocorrer em ambientes empresariais cuja escala é crescente. Embora as empresas de médio porte sejam o mercado alvo tradicional para gestão de rede baseada em cloud.

“Há várias razões para isso estar a acontecer”, diz Greene. “Geralmente, o maior nível de confiança nas questões de segurança e conformidade em relação aos controladores em cloud, havendo mais soluções híbridas”, diz, em que o controlo fica nas instalações do cliente.




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