O que pode fazer realmente Big Data?

José Oliveira, CEO da BI4ALL recorda que vivemos numa Era em que, a cada ano e meio, é gerada a mesma quantidade de dados já criados pela humanidade em todos os tempos.  E para que serve a Big Data?

José Oliveira, CEO da BI4All

Inicialmente, quando se começou a falar sobre Big Data, considerava-se que este era um termo tecnológico moderno, que seria falado apenas por algum tempo, até que o próximo grande sucesso tecnológico surgisse. Não foi o caso e, neste momento, muitas das buzzwords tecnológicas têm Big Data como força motriz.

O termo Big Data é tão amplo quanto seu nome sugere. Vivemos numa Era em que, a cada ano e meio, é gerada a mesma quantidade de dados já criados pela humanidade em todos os tempos.

Antes fórmulas matemáticas e técnicas avançadas de probabilidades e estatística eram executadas manualmente, lidando, naturalmente, com uma capacidade reduzida de variáveis. Com os processadores de alta capacidade e velocidade, foi possível transitar e executar toda essa análise para softwares desenvolvidos especialmente para transformar esses dados em informações estratégicas poderosas em qualquer organização.

Com a Internet tudo mudou. Foram criadas novas tecnologias com funcionalidades capazes de capturar dados do mundo real e físico e, ao mesmo tempo, convertê-los em dados digitais (IoT). Passou-se a gerar volumes de informação nunca antes vistos. Como exemplo, dos 16 milhões de utilizadores de internet em 1995, passámos para 3,8 biliões em 2017. Em 1998 eram realizadas em média cerca de 500 mil pesquisas por dia. Hoje, a cada 60 segundos são realizadas mais de 3,8 milhões de pesquisas, totalizando um trilião de pesquisas por ano no mundo inteiro. Por minuto, no Facebook são inseridos cerca de 3,3 milhões de posts e através do WhatsApp são enviadas 44,4 milhões de mensagens. 

Estamos constantemente a gerar dados, quando transportamos simplesmente os nossos smartphones equipados com GPS, quando comunicamos com os nossos amigos, através de redes sociais ou, até quando fazemos compras online. Cada vez mais deixamos um rasto digital em tudo o que fazemos.

O que pode fazer realmente Big Data?

As possibilidades de aplicação de Big Data vão muito além da experiência do cliente. É possível, por exemplo, usar essa tecnologia para aumentar a segurança da infra-estrutura de TI, optimizar processos, melhorar o Retorno do Investimento (ROI) das acções de marketing e reduzir custos, apostar no desenvolvimento de novos produtos e ofertas optimizadas, decisões mais inteligentes e a obtenção das tendências de mercado antes da concorrência, o que pode significar toda a diferença entre o sucesso e a falência no universo corporativo.

A importância de Big Data não gira em torno da quantidade de dados que as empresas têm, mas do que fazem com eles.

Segundo um estudo recente da IDC, o mercado de Big Data deve crescer 600% acima das TI até 2018. Esta situação deve-se, sobretudo, ao facto de cada vez mais dados serem gerados de diferentes formas: imagens e vídeos, fotografias carregadas nas redes sociais, mensagens instantâneas e chamadas telefónicas gravadas.

Esta forma não estruturada, pode ser facilmente colocada em tabelas organizadas, mas continua a ser necessário entender esses dados. Por essa razão, é que alguns projectos de Big Data geralmente usam análises de ponta, envolvendo inteligência artificial e aprendizagem automática, para reconhecimento de imagem ou do processamento de linguagem natural, por exemplo – para aprender a detectar padrões de forma muito mais rápida e confiável do que os humanos. Para dar resposta a este novo paradigma foram criadas diversas tecnologias e muitas outras estão ainda em desenvolvimento, para que se consiga lidar com a crescente necessidade de interpretação dos dados existentes.

Exemplo esse, é o facto de muitas organizações utilizarem estas ferramentas de análise de dados para fidelizar os seus clientes. O sistema identifica antigos clientes que deixaram de frequentar as suas lojas e, em seguida, realiza uma análise das preferências de cada um deles.

Esta descoberta irá permitir à empresa criar e direccionar campanhas personalizadas, oferecendo promoções especiais e distintas a cada cliente, ao mesmo tempo que o incentiva a regressar às suas lojas. No entanto, cada acção de marketing deve ser acompanhada por ferramentas de monitorização das redes sociais, porque se uma campanha não provoca o efeito esperado ou, pior que isso, gera um feedback negativo, essa falha deve ser detectada rapidamente, de modo a que a empresa tome as medidas correctivas.

Assim, uma empresa que detenha estas ferramentas de análise, está pronta para conseguir atingir o seu objectivo final: obter o sucesso! A sua organização já incorpora ferramentas de análise de dados?


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