Como ganhar escala com uma startup de Saúde

O co-fundador da Flatiron Health, Zach Weinberg, diz que emprega 30 a 40% do seu tempo a entrevistar profissionais para a empresa de analítica em oncologia.

Zach Weinberg, COO e co-fundador da Flatiron Health

“Contratar oncologistas foi muito difícil por não termos credibilidade”, revelou o COO e co-fundador da Flatiron Health, Zach Weinberg, ao ser entrevistado em palco na Web Summit 2017. O empreendedor vem da área do software, era gestor de produto da Google e esteve ano e meio a estudar oncologia antes de lançar a startup.

O currículo não estava a ser suficiente até que a sua equipa convenceu um oncologista de crédito firmados a aderir. Foi um factor radical de mudança positiva na contratações, confirma.

Hoje a startup com cerca de cinco anos, tem 12 oncologistas e 30 enfermeiras entre os recursos humanos, cuja maioria são programadores de software: perto de 150. O foco da empresa é fornecer serviços de analítica em cloud computing para tratamentos oncológicos, reunindo dados de várias fontes sobretudo dos EUA.

A empresa já angariou mais de mil milhões de dólares de financiamento, o que lhe dá o estatuto de “unicórnio”.
Todavia, o risco de obsolescência já é uma preocupação, pelo menos na percepção de Weinberg e este diz que passa 80 a 90 horas semanais a trabalhar. “30 a 40% são empregues a entrevistar potenciais profissionais para a empresa”, detalha.

Outra parte é dedicada “a questionar se o foco da Flatiron Health deve manter-se ou mudar”. Não admira que o empreendedor considere que é necessário ser-se obcecado num startup.

“Passámos muito tempo a discutir como é que haveríamos de colocar certas questões a algumas pessoas”, revela Zach Weinberg (Flatiron Health).

Investir numa startup para a área da Saúde devia ser uma disciplina do conhecimento só por si, sustenta. ”Contratar pessoas melhores do que nós, a fazer uma coisa, é o mais importante”.

E angariar o primeiro milhar de milhões de dólares “não é uma urgência”. É mais relevante ter fundamentos de negócio consistentes e nem sempre é bom negócio ter bons produtos, “sobretudo nos EUA”.

Um dos maiores desafios dos fundadores da empresa foi a terminologia da oncologia. “Passámos muito tempo a discutir como é que haveríamos de colocar certas questões a algumas pessoas”, revela.

De certa forma, Weinberg diz-se contente com o quadro regulatório vigente nos EUA. “Assusta muitas pessoas inteligentes [potencialmente empreendedoras] que estão a sair das universidades”, ironiza.

Para lidar com os quadros regulatórios, “basta contratar bons conselheiros e seguir as recomendações, na interpretação da regulação com o software”.

Até concorre para a “vantagem” da empresa que as regras sejam percebidas como complexa. Todavia “basta contratar bons conselheiros e seguir as recomendações, na interpretação da regulação com o software”, explica.

Mesmo sendo “caro” manter a equipa, com recursos suplementares em privacidade e segurança. Ter a Google como investidor é particularmente importante, ressalva, porque percebe a visão a dez anos da liderança da startup: “Sabe que na àrea da Saúde é preciso tempo”.

Zach Weinberg nota uma alta no investimento de fundos de capitais de risco no sector. Mas também considera que não percebem o meio e “vão perder” dinheiro.




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