IoT precisa de plataformas como as de aplicações móveis

Na Web Summit 2017, o CEO da SigFox considerou necessário que se criem ambientes para acolher inovação, semelhantes às das lojas para aplicações de Android e iOS.

Ludovic Le Moan, CEO da Sigfox

Para arrancar em maior escala, a IoT precisa de singrar na indústria transformadora, concordou o CEO e co-fundador da SigFox, Ludovic Le Moan, durante a Web Summit. Mas além disso, propõe, é necessário que os intervenientes no segmento criem um ambiente de inovação semelhante às lojas de aplicações móveis, semelhante àqueles desenvolvidos pela Apple e Google.

Isso pode passar por uma maior colaboração com os operadores de comunicações e terá como objectivo gerar oportunidades. Interessa possibilitar a empreendedores e empresas começar do zero e expor aplicações de TIC com base em IoT, com valor.

Pode ser uma resposta à confusão que existe no mercado, sugeriu, quando questionado se o segmento precisa de consolidação para controlar a fragmentação. Le Moan diz haver ainda necessidade de mais conhecimento especializado e que as soluções incidam nos problemas específicos de segmentos específicos das indústrias.

Importa criar valor com os dados mas os clientes também têm de definir o que será valioso para eles, defende. Esse é um dos maiores desafios.

“Não tem de ser dinheiro, poder ser salvar vidas”, ironizou. Há ainda duas linhas de evolução necessárias na IoT, segundo o responsável. Uma é reduzir os custos das redes de sensores a zero.

“O envio de pacotes de dados para a cloud tem ser feito com recurso a fontes de energias que existem no ambiente onde estão os sensores”, defende Le Moan.

Outra é abandonar as baterias como fonte de energia. “O envio de pacotes de dados para a cloud tem ser feito com recurso a fontes de energias que existem no ambiente onde estão os sensores”, defende.

Com a proliferação prevista de redes de sensores, assinala, será um pesadelo gerir as baterias de todos.

As grandes oportunidades actualmente com as redes de IoT estão ligadas à monitorização de activos, na indústria mas também na agricultura, confirma. A segurança continua fazer surgir desafios e Le Moan reforça que resolvê-los envolve custos.

Por isso interessa gerir onde investir mais alguns mais euros para se ter segurança: no sensor de fogo, face à oferta existente, é menos provável. Mas para maior segurança geral de uma casa talvez já faça mais sentido.

As redes de IoT também podem acabar por constituir uma rede capaz de oferecer alguma redundância, em paralelo das redes Wi-Fi, recordou.


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