Analítica deu suporte a uso de orgãos de seropositivos

A recolha maciça de dados ofereceram suporte para mudar uma lei nos EUA que proibia a utilização de orgãos de dadores seropositivos, em doentes já infectados.

Dorry Segev, do Johns Hopkins Medical Institute (EUA)

Uma iniciativa em que participou o cirurgião, Dorry Segev, do Johns Hopkins Medical Institute, permitiu que nos EUA se passassem a usar orgãos de doadores seropositivos para doentes de Sida. Na Web Summit 2017 o médico explicou como a agregação de grandes quantidades de dados oriundos de múltiplas unidades de saúde no país possibilitaram convencer políticos a mudarem uma lei impeditiva.

A analítica empregue evidenciou que se podia salvar um número significativo de vidas. Mas mais importante, para convencer os políticos a mudar a lei, foi conseguir-se apurar que haveria uma importante redução de custos.

Por exemplos aqueles associados a serviços de hemodiálise para os pacientes com necessidade de ter novos rins. Não obstante o que começou como um projecto de Big Data evoluiu para uma investigação mais aprofundada de melhoria de cuidados e de estudo do vírus HIV.

De acordo com Segev, conforme se foram fazendo os transplantes conseguiu-se recolher dados sobre as características dos vírus que sobreviviam ao processo.  Por exemplo, identificou-se os elementos que sustentavam a resiliência do vírus e assim abriu-se caminho a melhorias no seu combate.

O que falta para se conseguirem mais avanços desde tipo é maior integração entre sistemas de sáude, considera o cirurgião especialista em transplantes. Sobre as barreiras regulatórias que existem nos EUA e noutros países à inovação na Saúde, Segev considera que estão a atrasar significativamente avanços importantes. Especialmente no desenvolvimento de medicamentos.

Dorry Segev (Johns Hopkins Medical Institute) não acredita que alguma vez um robô consiga substituir por completo um cirurgião nos transplantes.

“Na área da tecnologia em si há menos obstruções”, ressalva. Como cirurgião, o médico aprecia a ajuda de vários tipos de “assistentes digitais”. Mas não acredita que alguma vez um robô consiga substituir por completo um cirurgião numa operação de transplante.

“Todas as cirurgias de transplante diferentes umas das outras, mesmo se escolhermos cincos minutos para comparar”, explica. Nem a inteligência artificial conseguirá suportar maior competências num robô, para este gerir uma cirurgia do princípio ao fim, sustenta.

“Mas a ajuda prestada pelos assistentes digitais é muito importante”, insiste.




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