Plataforma de contratação de freelancers em pré-registo

A Coinlancer é lançada a 14 de Outubro e assenta na rede pública de blockchain Etheurum para garantir o cumprimento de contratos, entre clientes e trabalhadores.

A empresa tailandesa, Coinlancer, está a preparar o lançamento de uma plataforma mundial para contratação de recursos humanos freelancers e abriu já o processo de pré-registo a 4 de Outubro. Simultaneamente decorre a pré-venda de “tokens” de acesso e participação na rede pública de blockchain Etheureum, sobre a qual são executados os contratos “inteligentes” ou automatizados (“smart contracts”).

O sistema baseia-se nos tokens e nessa estrutura para garantir a segurança das transacções. Um período de lançamento oficial decorrerá entre 14 de Outubro e termina a 14 de Novembro.

A empresa quer o portal numa plataforma capaz de dar resposta à insatisfação dos freelancers face a outras com serviços semelhantes, em ambiente online.

Para isso recorre a tecnologia blockchain de modo a agilizar transacções complexas através de técnicas de cifra associadas. A Coinlancer diz que isso lhe permite evitar o sistema pesado de taxas, de um agregador centralizado.

Assim, enquanto a maioria dos portais exige uma taxa que varia entre os 10% e os 20% do valor dos contratos, a Coinlancer fornece uma estrutura de comissão de 3%. Outro elemento diferenciador com o qual a Coinlancer argumenta é a gestão mais democrática de determinados processos.

Os freelancers que possuem “tokens” poderão lucrar com o crescimento da plataforma através dos seus “tokens”, fazendo com que uso da rede seja um duplo investimento, sugere a Coinlancer.

“Ao contrário das estruturas de hub centralizadas que determinam violações de utilizadores, na plataforma Coinlancer existe um mecanismo de votação baseado nos utilizadores, ou seja, são os próprios a determinar quais as regras que são justas e quais as que não são”, explica um comunicado.

Com a tecnologia, a empresa procura evitar situações em que os freelancers ficam impossibilitados de iniciar a sessão devido ao congelamento aleatório de contas, a algoritmos complexos criados para obtenção de classificações superiores, que podem frustrar os utilizadores.

Além disso, quer evitar políticas internas complexas que envolvam custos de arbitragem pagos pelos freelancers ou contratantes quando existem disputas. Por isso terá o “Tribunal Freelancer”, com poder de decisão. Numa plataforma tradicional, pouco ou nada o freelancer pode fazer quando o cliente desaparece e o pagamento falha, diz.

“No modelo Coinlancer, todos os pagamentos são garantidos de imediato, usando Coinlancer tokens. Mesmo quando surgem disputas, o ‘Tribunal Freelancer’ atuará e dividirá os fundos de acordo com a sua decisão”, garante a entidade gestora.

Esta metodologia, acredita a empresa, deverá proteger o cliente e o Freelancer e mantém os pagamentos garantidos ao longo de todo o processo de trabalho. Além disso, à medida que a plataforma cresce, a procura por Coinlancer “tokens” também aumenta.

Os freelancers que possuem “tokens” poderão lucrar com o crescimento da plataforma através dos seus “tokens”, fazendo com que uso da rede seja um duplo investimento.




Deixe um comentário

O seu email não será publicado