Sector das TI precisa de aumentar a sua atractividade

É um dos seus temas principais de desenvolvimento, juntamente com a necessidade da qualificação e requalificação de recursos humanos, considerou Rogério Carapuça, presidente da APDC, no congresso anual da associação.

Rogério Carapuça, presidente da APDC

A qualificação e requalificação de recursos humanos “é um tema central” no sector das TI, recordou Rogério Carapuça no seu discurso inaugural do 27º Congresso da APDC. Mas o desafio será mais difícil se tivermos em conta que, como diz o presidente da associação, esse tecido empresarial precisa de de aumentar a sua de atractividade, para os recursos humanos.

O interesse por videojogos e outros sistemas digitais de entretenimento não está a ter correspondência na adesão de jovens ao sector. Mais, o dirigente sublinhou que a sobre-exposição a essas plataformas pode colocar em risco “a aquisição de competências comportamentais”, importantes para qualificação na transformação digital do país.

Trata-se de um conjunto no qual o professor universitário colocou a curiosidade pelo saber e a vontade de aprender, bases para uma formação contínua ao longo da vida, por exemplo. Para o Rogério Carapuça estão no mesmo patamar das competências técnicas, âmbito no qual importa formar profissionais com qualificações de programação, identificar requisitos e desenhar serviços.

Esse tipo de formação tem de começar no ensino secundário, sublinhou. Antes, o presidente sustentou a importância urgente de investir na formação para o negócio digital. Referiu projecções da Pricewaterhouse coopers que prevêem o desaparecimento de um terço dos empregos nos próximos 15 anos e alertou para o potencial impacto na gestão financeira da segurança social.

Rogérioa Carapuça nota a necessidade de promover em maior número no país, as colaborações entre grandes empresas e as mais pequenas, mas com muito potencial de inovação.

Não obstante ter vincado o desenvolvimento de uma vaga relevante de empreendedorismo e startups no país, alertou ser importante necessário atingir um patamar no qual Portugal seja um “protagonista de transformação digital mundial”. Ligou esse objectivo, como factor, à sustentabilidade do crescimento económico e recordou ser necessário atrair “smart money” para o país, ou seja, investimento “inteligente” em áreas com potencial de inovação.

Na sua análise, o dirigente notou ainda a necessidade de promover em maior número no país, as colaborações entre grandes empresas e aquelas mais pequenas, mas com muito potencial de inovação. Lembrou ainda ser importante renovar os incentivos ao empreendedorismo pois a “obra do ecossistema de inovação estará sempre incompleta”.

Rogério Carapuça, no geral, até evidenciou optimismo sobre a transformação digital da economia portuguesa, sobre a qual a APDC desenvolveu um estudo com 97 casos. Mesmo sem se esquecer de apontar que o eCommerce em Portugal está aquém das médias registadas na União Europeia e importa promovê-lo mais no país.


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