Biblioteca online da Justiça baseada em open source

O projecto integrado no desenvolvimento da Plataforma Digital da Justiça foi executado pela Unipartner usando os sistema Koha e recorre a serviços de cloud da Microsoft.

A Plataforma Digital da Justiça ficou online na passada semana incluindo uma biblioteca digital ainda em versão beta. Esta componente foi implantada pela Unipartner IT Services, usando o sistema open source de gestão integrada de bibliotecas Koha.

O recurso disponibilizado assenta ainda em serviços de cloud computing da Microsoft, que o ministério da Justiça, não quer especificar, segundo a consultora.

Entre os principais desafios do projecto a consultora sublinha:

‒ a unificação de todos os catálogos e colocar na mesma plataforma, com os utilizadores a deixarem de ter de vários catálogos, e podendo-se gerir sendo possível gerir e consultar todos os exemplares no catálogo comum;

‒ a normalização de processos e da gestão através da utilização de uma plataforma comum que desse resposta às necessidades de todos os organismos (a adopção do Koha pretende responder a esta necessidade);

‒ migração e melhoria da qualidade dos dados/informação, para incrementar a qualidade das pesquisas.

Na prática os trabalhos organizaram-se em três projectos, com o objectivo comum, diz a Unipartner, de se adoptar uma plataforma aplicacional comum para os serviços da Justiça, normalizando e consolidando a informação anteriormente dispersa por diferentes repositórios.

A Unipartner foi ainda responsável pela migração dos registos bibliográficos, com um volume de cerca de meio milhão de registos. “O trabalho desenvolvido pela empresa permitirá uma gestão integrada do património cultural da Justiça, abrangendo as suas bibliotecas e, brevemente, os arquivos históricos e o vasto espólio museológico que detém”, diz um comunicado.

A Plataforma Digital da Justiça insere-se no Plano de Acção de Modernização e de Transformação da Justiça/Justiça mais Próxima, lançado em Março de 2016. Inclui mais de 130 medidas, 45 já concluídas e 47 em curso, segundo o ministério.




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