Vision-Box em projecto de 22,5 milhões na Austrália

O país vai instalar 105 novos portões com tecnologia digital e de reconhecimento facial, usando equipamento da empresa de origem portuguesa.

O governo australiano vai investir 22,5 milhões de dólares nos próximos três anos, para implantat tecnologia de reconhecimento facial nos aeroportos da Austrália. Num contrato com a Vision-Box Austrália, o serão instalados 105 novos portões inteligentes, havendo planos para a implementação de mais no futuro.

“Este é o resultado da nossa dedicação a longo prazo e do trabalho em equipa que fomos capazes de nutrir com o departamento de controlo de imigração e fronteiras, e estou muito orgulhoso do que as pessoas conseguiram para o nosso cliente”, comentou Miguel Leitmann, CEO da Vision-Box.

O projecto faz parte de uma aposta orçamentada com 123,6 milhões de dólares de governo, para melhorar os serviços da fronteira. Em perspectiva está a disponibilização de um processo de verificação de identidade de passageiros automatizado e sem contacto mecânico aos passageiros que entrem no país por via aérea, explica o departamento de imigração e protecção de fronteiras.

“A Austrália está empenhada em ser líder mundial no uso de dados biométricos nas suas fronteira para facilitar as viagens legítimas, proteger a nossa comunidade e prevenir as actividades de potenciais terroristas e criminosos”, afirmou o ministro da Imigração e Proteção de Fronteiras, Peter Dutton.

Cerca de 40 milhões de passageiros e tripulantes passam pelas fronteiras australianas em aeroportos a cada ano. Espera-se que esse número cresça para 50 milhões até 2020.

A Austrália equaciona a possibilidade de usar equipamento e software de rastreio de imagem térmica.

O director de segurança de fronteiras, Randall Brugeaud, revelou em Outubro passado que o país poderá usar equipamento e software de rastreio de imagem térmica, para identificar os viajantes que ficam exaltados na sua abordagem aos serviços de controlo de fronteira dos aeroportos.

Embora o rastreio térmico esteja a ser utilizado nos aeroportos desde 2009 para fins de quarentena, a tecnologia não foi aplicada nas verificações de fronteira. Pode ser usada para determinar se alguém tem uma temperatura anormalmente alta.




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