Reino Unido abre consulta pública sobre IA

O governo britânico quer perceber quais as implicações económicas, éticas e sociais previstas com a introdução de sistemas de inteligência artificial na economia.

O comité da Câmara dos Lordes para a Inteligência Artificial (IA) convocou especialistas e outros cidadãos para uma consulta pública, sobre os sistemas e sua aplicação, assim como “soluções pragmáticas” para um conjunto de questões ou problemas.

No grupo incluem-se assuntos como o surgimento monopólios de algumas grandes corporações baseados em dados e economias marcadas por concentração hegemónica de benefícios, que a eles se podem associar. Noutras questões, levanta-se a hipótese de ser necessário maior compreensão pública sobre a IA e se o governo deve desempenhar um papel na regulação da utilização dos sistemas.

Há um questionamento sobre a opacidade dos últimos: “em que situações é aceitável uma relativa falta de transparência nos sistemas de IA e quando não deve ser permitido?”

A iniciativa surge num momento em que a IA está a atrair cada vez mais a atenção do sector das TIC, dos decisores políticos, mas também do público em geral. “O comité pretende usar os resultados a consulta para perceber que oportunidades existem para a sociedade no desenvolvimento e uso da IA, assim como os riscos quem podem existir”, assinala o presidente do comité, Lord Timothy Clement-Jones.

Num estudo, a Royal Society recomendou o planeamento e gestão cuidadosas da implantação da tecnologia para garantir que os benefícios sejam partilhados pela sociedade.

O comité prevê apresentar obter os contributos até Setembro, para apresentar conclusões até Março do próximo ano.
No ano passado, uma consulta do comité de ciência e tecnologia da Câmara dos Comuns examinou os “possíveis problemas e consequências adversas” da inteligência artificial e da robótica.

“Embora seja muito cedo para impor regulamentos sectoriais para este campo incipiente, é vital que um exame cuidadoso das dimensões éticas, legais e sociais dos sistemas se inicie agora”, concluiu no seu relatório, publicado já em Outubro do ano passado. As recomendações incluem a criação de uma comissão para a IA, capaz de governar o desenvolvimento e aplicação de técnicas de IA e aconselhar na regulamentação.

Entretanto, a Royal Society publicou em Abril, o seu estudo sobre o “poder e promessas” da aprendizagem automática, com particular referência para as suas “consequências sociais”. Recomendou o planeamento e gestão cuidadosas da implantação da tecnologia para garantir que os benefícios sejam partilhados pela sociedade.




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