Nfon afasta possibilidade de haver latência nos seus serviços

E a oferta de serviço de videochamada é algo de que se fala muito, mas tem pouca procura, confirma Hans Szymanski, CEO da empresa.

Hans Szymanski, CEO da Nfon

Um dos desafios de usar serviços de cloud computing é ter de lidar com problemas de latência das redes e no caso das telefonia o impacto tornar-se particularmente inconveniente. Mas, Hans Szymanski, CEO da Nfon, fornecedor de serviços de telefonia em cloud, afasta essa possibilidade, em declarações para o Computerworld. A tecnologia usada foi criada por engenheiros e está certificada por autoridades independentes, além de patenteada, argumenta.

Computerworld ‒ Porque vem a NFon para Portugal neste momento?
Hans Szymanski ‒ Temos uma estratégia de abranger todos países importantes na Europa. E este é o ano de vir para Portugal. É uma decisão que teve de ser bem preparada, com um bom parceiro e com autorização do regulador. Tudo isso leva tempo.

CW ‒ Quanto tempo demorou?
HS ‒ Houve discussões sobre a entrada há algum tempo, mas a preparação técnica levou só perto de seis meses.

CW ‒ Muitas soluções em cloud computing envolvem desafios de latência. No caso da telefonia, o assunto ainda é mais importante. Quais são as garantias da Nfon de que esse factor não vai ter impacto na telefonia?
HS ‒ Quem usa, e a empresa tem 15 mil clientes na Europa, não nota que o telefone não é o clássico. É a nossa prova de qualidade.
E esta é certificada pelo Technischer Überwachungsverein na Alemanha, autoridade independente, e pela Deutche Telekom. Além de termos de oferecer garantias de qualidade com o regulador nacional.

CW ‒ A tecnologia é vossa?
HS ‒ Sim, é criada pelos nossos engenheiros. Tudo o que foi possível patentear está patenteado. Está em conformidade com as normas tecnológicas usadas pelo sector e suportando várias opções de integração até com Skype for Business. É um sistema aberto.

CW ‒ Não referiu no âmbito da sua oferta o serviços de video-chamadas. São prescindíveis para a Nfon?
HS ‒ É um segmento de que se fala muito, mas tem pouca procura. A nossa experiência é essa, mas o nosso sistema está pronto a acomodar aquelas aplicações menos sofisticadas.

Se surgir procura interessante estamos preparados para desenvolver uma oferta ou fornecer alguma de um parceiro. Depende da evolução do negócio.

Neste momento vemos maior potencial no serviço de gravação de chamadas, no sistema para o turismo e naquele para centros de contacto.

CW ‒ Como poderá evoluir a vossa tecnologia e oferta?
HS ‒ A transformação prossegue na telefonia clássica e daqui a uns anos deverão consolidar-se as de comunicações unificadas disponibilizadas como serviço, em cloud, reunindo video-conferência, colaboração por computador, entre outros. Não ser este ano, nem para o ano.

Especificamente baseado na cloud nem tanto e é diferente.


Tags


Deixe um comentário

O seu email não será publicado