Nfon entra em Portugal com apoio da Wisdon

Um grupo de 1500 empresas concentra os potenciais primeiros clientes do operador de serviços de telefonia em cloud computing, disposto a investir cinco milhões de euros em Portugal.

Hans Szymanski, CEO, e Markus Krammer, director de desenvolvimento de negócio da Nfon

A Nfon iniciou as suas operações em Portugal, apoiada pela Wisdon, para o fornecimento de serviços de telefonia em cloud computing, suportados pela rede da Colt.

A empresa de origem alemã está disposta a investir cerca de três a cinco milhões de euros na operação, conforme o sucesso do seu negócio, explica Hans Szymanski, CEO da multinacional. O projecto pode incluir a constituição de uma subsidiária, prevista no plano de investimento.

“Se virmos que o negócio se está a desenvolver melhor temos margem para aumentar o investimento”, garante o executivo. Focada no segmento das PME, a empresa tem como potenciais primeiros clientes um conjunto de 1500 clientes. São aqueles já mantidos pela Wisdon, revelou Martinho Dutschke, director-geral do primeiro parceiro da multinacional no mercado, em declarações para o Computerworld.

A Wisdon será responsável pela operação de vendas mas também pelos serviços técnicos, com cerca de 15 profissionais, número a duplicar em três a cinco anos, prevê Dutschke. Contudo nenhum dos executivos se compromete com objectivos, nem prazos para os atingir.

O plano de negócios da empresa, prevê a existência de perto 2,4 milhões de extensões telefónicas ainda por passar para tecnologia IP, no mercado português. Enquanto no segmento das grandes empresas, a multinacional considera a existência de 800 mil profissionais, no segmento das PME, antevê um potencial de 3,4 milhões de utilizadores.

Apesar do referido foco, a Nfon não deixa de apostar em quatro ofertas verticais, das quais destaca aquela para o sector do turismo, em específico para hotéis

Este número ganha relevância também porque um modelo de oferta da empresa inclui o suporte aos seus serviços numa aplicação móvel para smartphones. Por 7,80 euros mensais a empresa disponibiliza o serviço de comunicações em formato “softphone” e fixo na app, com períodos de fidelização de 30 dias.

A oferta mais básica custa 4,90 euros por extensões, mas é flexível no sentido em que se pode requisitar suporte a mais unidades conforme as necessidades sazonais, por exemplo. No caso de haver alguma quebra de serviço relacionada com a telefonia fixa, o sistema da Nfon está preparado para funcionar apenas através app, num processo de “failover”.

Apesar do referido foco, a Nfon não deixa de apostar em quatro ofertas verticais, das quais destaca aquela para o sector do turismo, em específico para hotéis. As outras três são soluções de gravação e armazenamento de chamadas com clientes, de centros de contacto e de alarmes.

A oferta de gravação de chamadas procura servir as necessidades de conformidade como regulamento MFID II, explicou Szymanski.

Além de assentar na rede da Colt, a estrutura tecnológica da Nfon recorre a dois centros de dados, situados à distância de 150 quilómetros um do outro, com arquitectura de redundância, na região da Baviera. Neles ficam centralizadas as operações de serviço.




Deixe um comentário

O seu email não será publicado