INEGI com 1,5 milhões para PME

Projecto ACTTiVAte promove partilha de tecnologia entre empresas dos segmentos aereo-espacial agro-alimentar, saúde e TIC. Cada empresa pode receber até 46 mil euros.

Na próxima quarta-feira, Instituto de Ciência e Inovação em Engenharia Mecânica e Engenharia Industrial (INEGI) organiza, no Porto, uma sessão de esclarecimento sobre o projecto ACTTiVAte, que vai gerir Portugal. Através da iniciativa europeia, organismo de transferência de tecnologia tem 1,5 milhões de euros para disponibilizar a empresas, no desenvolvimento de produtos e serviços baseados na partilha de tecnologias entre quatros segmentos empresariais: aereo-espacial agro-alimentar, saúde e TIC.

Cada empresa pode receber até 46 mil euros de financiamento directo. Segundo o instituto serão valorizadas as candidaturas assentes em parcerias com entidades de outros países europeus participantes no projecto, designadamente Espanha, Holanda, Polónia e Irlanda.

As propostas têm de ser apresentadas até ao próximo dia 5 de Setembro e serão aceites 50, ao todo. O financiamento será atribuído a cada uma das empresas seleccionadas ao longo de três fases.

As candidaturas devem apresentar um plano de negócios que lhes valerá, desde logo, o acesso à primeira tranche de seis mil euros. Para a fase seguinte serão seleccionadas apenas 30 empresas que deverão avançar para a elaboração do pré-projecto do seu demonstrador; quando o completarem recebem mais 15 mil euros.

Os restantes 25 mil euros serão entregues no final da fase dedicada ao desenvolvimento do protótipo. O projecto “ACTTiVAte – Pan-European Clusters for Technology Transfer and New Value Chains”, é financiado pelo programa Europeu Horizonte 2020.

Com “um baixo nível de investimento” e pequenas adaptações,  será possível explorar o potencial impacto de inovações em novos sectores e aplicações, acredita Luís Pina (responsável pelo ACTTiVAte).

Tem como principais objectivos apoiar a inovação das PME e a re-industrialização inteligente do tecido económico Europeu. Com esse intuito foi estruturado para incentivar “a criação de novas cadeias de valor de cariz transectorial e transfronteiriço resultantes da transferência de tecnologias avançadas entre setores com grande potencial para sinergias”, explica um comunicado.

Luís Pina, responsável pelo ACTTiVAte em Portugal, considera que o programa “propõe uma estratégia diferente para o apoio à inovação, focando-se em tecnologias já testadas com sucesso nos seus sectores de origem”. Deverá envolver desenvolvimentos que precisam apenas de pequenas adaptações para serem implantadas noutros sectores, explica.

Com “um baixo nível de investimento”, será possível explorar o potencial impacto de inovações em novos sectores e aplicações, acredita.

Durante o processo de candidatura e desenvolvimento da ideia de negócio, as empresas serão acompanhadas pela a equipa de especialistas envolvida no projecto, tendo a possibilidade de participar em formações.




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