Projecto InteGrid passa para o terreno em Portugal

Quatros parceiros portugueses recebem cerca de 4,5 milhões de euros para o desenvolvimento de estruturas de demonstração de redes eléctricas, com maior inteligência digital.

Decorreram em Junho as primeiras visitas para avaliação de condições de implantação de estruturas de demonstração de redes eléctricas com inteligência digital, enquadradas no projecto europeu InteGrid. O programa de investigação e desenvolvimento é coordenado pela EDP Distribuição, que receberá cerca de 2,1 milhões de euros em financiamento para o efeito.

Dos 15 milhões de euros é a entidade que gere maior valor de fundos, mais de 2,1 milhões, para gerir o plano a partir de Portugal. O restante dos cerca de 4,5 milhões atribuídos a parceiros portugueses repartem-se pela Águas de Portugal (533 mil), CNET – Centre for New Energy Technologies (499 mil), e Inesc Tec Porto (quase 1,3 milhões). O financiamento será disponibilizado até Junho de 2020, mês em que deverão terminar os trabalhos.

O projecto InteGrid tem como objectivo principal testar no terreno soluções inovadoras de redes eléctricas inteligentes em três áreas:
‒ flexibilidade do consumo de energia eléctrica para consumidores domésticos e industriais;

‒ sistemas de armazenamento de energia;

‒ sistema de previsão de produção de energias renováveis e consumo.

Em Portugal três implantações de demonstração vão abranger uma zona no centro do país, que vaia desde o Alentejo à “região Oeste”, incluindo Lisboa. Envolverá consumidores residenciais e clientes industriais. No caso específico do consumo doméstico será desenvolvida tecnologia para que os consumidores possam gerir de forma inteligente o consumo de energia eléctrica, diz um comunicado do Inesc Tec.

A iniciativa financiada pela Comissão Europeia com 11,3 milhões de euros, através do programa Horizonte 2020, envolve mais de 50 pessoas, pertencentes a 14 instituições de oito países europeus e mais duas implementações de soluções: uma na Suécia e outra na Eslovénia, abrangendo consumidores residenciais e infra-estruturas de edifícios.

“Um dos benefícios diretos é para os consumidores domésticos, que vão poder ter acesso a mais informação sobre o seu comportamento enquanto consumidores e vão dispor de ferramentas que lhes permitem melhorar
a sua eficiência energética e interagir de forma mais ativa. A solução que estamos a desenvolver integra conceitos de comunidade/rede social e outras tecnologias, tais como a produção de base fotovoltaica e armazenamento local”, explica Pedro Godinho Matos, coordenador do InteGrid e consultor na EDP Distribuição.

“Vão ser demonstradas, em ambiente real, técnicas avançadas de análise de dados para otimizar os consumos de energia elétrica de diferentes processos e de metodologias para quantificação da flexibilidade dos processos industriais”, revela Ricardo Bessa (Inesc Tec).

Para os clientes empresariais o projecto prevê desenvolver ferramentas e sistemas que lhes permitem disponibilizar a sua flexibilidade de consumo aos operadores de redes do sector eléctrico (REN e EDP Distribuição). O plano inclui a realização de um estudo para detalhar os benefícios associados, que poderão passar pela prestação de serviços ao sistema elétrico.

“No projeto vão ser demonstradas em ambiente real técnicas avançadas de análise de dados para otimizar os consumos de energia elétrica de diferentes processos e de metodologias para quantificação da flexibilidade dos processos industriais”, revela Ricardo Bessa, coordenador técnico do projeto e investigador do Centro de Sistemas de Energia do Inesc Tec.

Os dois outros demonstradores de redes elétricas inteligentes vão ser instalados em Estocolmo (Suécia) e vão abranger consumidores residenciais e em Liubliana (Eslovénia) e vão abranger consumidores domésticos e edifícios.

*Com comunicado 




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