Uber é “veículo sem condutor”

A renúncia do CEO da empresa, Travis Kalanick, deixa a empresa a preparar nova estratégia e pode abrir caminho a concorrentes.

A Uber é hoje “um veículo sem motorista”, depois de o CEO Travis Kalanick se ter demitido terça-feira, mas ironicamente a estratégia centrada na utilização de automóveis com auto-condução deverá perder força. Kalanick já tinha decidido tirar tempo de licença sem termo da actividade da empresa, mas agora foi mais radical na sua decisão. Esta vai no sentido dos pedidos do conselho de administração, segundo o New York Times.

A empresa já perdera o executivo que era o braço direito do CEO, o vice-presidente sénior, Emil Michael, depois de este ter caído numa série de gaffes. E também demitiu recentemente outra figura-chave, o vice-presidente para tecnologia Anthony Levandowski, líder dos esforços de desenvolvimento para tecnologia de condução autónoma.

O executivo está envolvido numa acção judicial contra a empresa, instaurada pela Waymob, do grupo da Alphabet (Google). A última alega roubo de segredos empresariais, apenas uma das dificuldades com que o próximo líder de Uber vai ter de lidar.

Para já, dois tipos de empresas deverão beneficiar da situação actual. Em primeiro lugar, as concorrentes, havendo crescente interesse no segmento.

As outras empresas que podem tirar dividendos são aquelas empenhadas na concepção de veículos autónomos. Deixam de enfrentar uma concorrência tão cerrada na contratação de recurso humanos especializados.

Na última terça-feira, a Uber enviou um e-mail aos seus condutores e parceiros, prometendo um programa de mudanças em 180 dias, incluindo a introdução de um sistemas de gorjetas, pagamentos por tempo de espera e viagens canceladas, além de bonificações no transporte de adolescentes.

Muitos tecnólogos da Uber podem até estar interessados em mudar de empregador. Só para se ter uma noção a empresa enfrenta dificuldades para contratar pessoas com suficiente experiência de engenharia própria.

Esta quarta-feira, apresentou 124 vagas no seu grupo de tecnologia avançada e 310 posto de trabalho em engenharia para toda a empresa (incluindo para funções de aprendizagem automática nos seus laboratórios de inteligência artificial).As partidas de Kalanick e Michael pode permitir que a empresa mude sua cultura corporativa amplamente criticada.

E com a sua actividade para substituir motoristas por veículos de condução autónoma, menos pujantes, a Uber já está a desenvolver acções para tornar seus motoristas mais felizes.

Na última terça-feira, a chefe de operações nos EUA, Rachel Holt, e o responsável pela experiência de motorista, Aaron Schildkrout enviaram um e-mail para aos condutores e parceiros da Uber. Prometem um programa de mudanças em 180 dias, incluindo a introdução de um sistemas de gorjetas, pagamentos por tempo de espera e viagens canceladas, além de bonificações no transporte de adolescentes.




Deixe um comentário

O seu email não será publicado