ISQ cria plataforma de qualificação na economia do mar

A empresa procura inserir-se na formação de quadros enquadrada na digitalização de processos portuários e na investigação para a construção naval, por exemplo.

Margarida Segard, directora-adjunta de formação no ISQ

O ISQ assina esta segunda-feira um protocolo de cooperação com várias entidades incluindo da indústria naval, do ensino universitário, centros tecnológicos e outros organismos nacionais e regionais. O acordo estabelece para a criação de um “hub” ou plataforma agregadora para qualificação e formação no sector marítimo e economia do mar.

“Trata-se de criar uma parceria sólida e sustentável entre ‘stakeholders’ estratégicos em Portugal (…) que permita dinamizar, inovar, criar emprego qualificado, gerar maiores níveis de competitividade, impulsionar a internacionalização e acompanhar os desafios do paradigma económico e tecnológico da digitalização da industria no quadro da indústria 4.0”, explica Pedro Matias, presidente do ISQ.

A cooperação incluirá os segmentos da construção, reparação naval, mas também gestão portuária e é assinado durante a 7ª. edição do Forum do Mar – Business2Sea 2017. Integrado na plataforma deve evoluir um consórcio formado pelo ISQ, AtlanticEagle Shipbuilding, Universidade de Coimbra e Quasar. Este será “uma parceria privada que visa dinamizar a qualificação dos profissionais que trabalham nos portos, a partir de experiências já realizadas noutros países e que são consideradas boas práticas”, diz Margarida Segard, adjunta da direcção de formação do ISQ.

O objectivo é alargar o grupo a a outros parceiros, “nomeadamente na área da investigação e desenvolvimento” tendo em vista a internacionalização. “São necessárias novas competências para a Economia Azul e novas estratégias de formação para responder aos desafios da digitalização dos portos, adaptação ao LNG (Liquefied Natural Gas) e à modernização das indústrias navais”, explica a responsável.

O instituto lembra em comunicado que a economia do mar em Portugal apresenta alguma deficiência de qualificações e uma população envelhecida sobretudo ao nível da adaptação aos novos equipamentos, processos e serviços. “Na área de construção e reparação naval e gestão de portos, o cenário é ainda mais preocupante, não há quadros qualificados e a solução passa pela subcontratação a fornecedores externos (Espanha, Argélia e Marrocos)”, diz a nota de imprensa.




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