Falha de backup aprofundou problema da British Airways

Um pico de potência eléctrica danificou a infra-estrutura de TI da companhia aérea, mas depois o plano de Disaster Recovery não resultou na resposta necessária.

Um grande incidente num centro de dados da British Airways vincou a importância de as empresas testarem sistemas de backup e procedimentos de Disaster Recovery para garantir que funcionam como planeado. Durante o último fim de semana a companhia aérea experimentou o que o CEO Alex Cruz descreveu como “uma grande falha de sistemas de TI”.

Segundo o mesmo a ruptura de serviço afectou todos os sistemas de check-in e operacionais. Na prática a falha de Sábado, 27 de Maio, resultou no atraso ou cancelamento de centenas de vôos, deixando milhares de passageiros presos no aeroporto de Heathrow, em Londres. Dois dias depois o estado de funcionamento ainda não tinha voltado ao normal.

Cruz descreveu a causa da ruptura como “um problema de fornecimento de energia”, sem entrar em detalhes. Mas uma porta-voz da British Airways elaborou mais. O incidente ocorreu num dos centros de dados da empresa no Reino Unido.

“Um pico excepcional de energia causou danos físicos à nossa infra-estrutura e, como resultado, muitos dos nossos complexos sistemas de TI operacionais falharam”, explicou. A mesma confirmou que a empresa tem uma sistema de backup. “Mas nesta ocasião falhou”.

Embora a British Airways tenha mais de um centro de dados, não é inconcebível que o aumento acentuado de potência possa ter danificado sistemas em locais próximos. Em 2012, a empresa revelou que tinha dois centros de dados ao lado de sua sede global em Waterside perto de Heathrow.

A Delta Air Lines sofreu um problema semelhante em Agosto de 2016 quando uma caixa de interruptores que direccionava energia para a sede da empresa falhou, mantendo aviões em terra por todo o mundo.

Essas instalações alojavam 500 gabinetes de dados em seis salas, de acordo com a Sunbird, empresa que forneceu o sistema de Data Center Infrastructure Management (DCIM) da companhia aérea.

Até agora, a British Airways não conhece a razão pela qual os planos de backup falharam. Mas tenciona realizar uma investigação exaustiva, disse a porta-voz.

Mas a empresa não é a primeira companhia aérea a ter rupturas no serviço devido a falhas na alimentação de sistemas de TI. A Delta Air Lines sofreu um problema semelhante em Agosto de 2016 quando uma caixa de interruptores que direccionava energia para a sede da empresa falhou, mantendo aviões em terra por todo o mundo.

Um único ponto de falha também levou a uma quebra relevante na Southwest Airlines no mês anterior, embora naquela ocasião o problema tivesse ocorrido num router de rede.

 




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