MUDA quer elevar competências digitais dos cidadãos

O Movimento pela Utilização Digital Activa (MUDA) foi lançado na última segunda-feira e tem três linhas principais de acção.

 O MUDA é composto por um conjunto de grandes entidades (empresas, universidades, associações e ainda o Estado português) que “acreditam que o País pode ser mais competitivo com um maior acesso dos cidadãos à Internet” e que querem promover e incentivar uma maior e melhor participação no espaço digital.

Alexandre Nilo Fonseca, director-executivo do MUDA, espera que, através deste movimento, dentro de três anos, em 2020, a percentagem de cidadãos que nunca utilizou a Internet baixe dos actuais 26% para 15% e que o grupo de cidadãos com competências mais avançadas aumente de 28% para 50%. Em declarações ao Computerworld, Nilo Fonseca assinala ainda que cerca de 40% dos cidadãos portugueses faz uma utilização muito básica da Internet, resumindo-se a pouco mais que a visita às redes sociais, o que pode também mudar.

Os parceiros da iniciativa assumiram assim “o compromisso de incentivar os portugueses a uma maior participação no espaço digital contribuindo, desta forma para a redução do número de pessoas que nunca acederam à Internet e para o aumento do número de utilizadores com competências mais avançadas”.

O MUDA é composto, desde o primeiro momento, pelo Banco BPI, o Crédito Agrícola, a DNS.PT, a EDP, a Fidelidade, a Google Portugal, a MEO, a Microsoft Portugal, o Millennium BCP, a Nos, o Santander Totta e a Vodafone Portugal. Será gerido e implementado pela A2D Consulting.

O Movimento irá focar-se em três componentes principais, assinalou o director-executivo: “conhecer e entender melhor o ecossistema de utilizadores de Portugal”. O responsável sublinha que existem inúmeros estudos quantitativos sobre a utilização da Internet, mas que são praticamente inexistentes estudos qualitativos que analisem as razões sócio-culturais, regionais, demográficas que se inter-relacionam com a a info-exclusão.

Será criado um grupo de trabalho para contribuir para a simplificação da relação digital entre o cidadão e o Estado através da sensibilização para a alteração da legislação – Nilo Fonseca (MUDA)

Uma segunda componente do MUDA será influenciar o poder político no sentido de renovar a legislação para a tornar mais amiga do digital. Para o efeito será criado um grupo de trabalho para contribuir para a simplificação da relação digital entre o cidadão e o Estado através da sensibilização para a alteração da legislação.

A terceira componente do movimento é a comunicação, que irá incluir uma campanha publicitária em diferentes meios, mas que também irá tirar partido da rede de contacto directo com os cidadãos através dos balcões dos bancos ou dos pontos de venda dos parceiros, de um roadshow nacional que visa estar mais próximo do cidadão através de experiências digitais pensadas tanto para pessoas mais experientes como não utilizadores de Internet. Também o site terá o seu papel com um conjunto de dicas, sugestões e recomendações, um questionário para avaliar as competências digitais e pela criação de uma rede de “voluntários MUDA”, disponíveis para ensinar aqueles que nada sabem sobre Internet.




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