HPE apresenta via para escapar ao “velho” HP-UX

O fabricante vai disponibilizar “containers” com tecnologia Linux, para volumes de trabalho baseados no sistema operativo.

O HP-UX, da Hewlett Packard Enterprises (HPE), existe há mais de 30 anos e muitas empresas utilizadoras podem estar a pensar que é altura de abandonar o sistema operativo baseado em Unix.

Procurando não atrapalhar esses projectos, o fabricante está a oferecer uma forma de deixar de usar o sistema operativo, com recurso a tecnologia de “containers” ou invólucros de virtualização, concebidos para executando instâncias de aplicações.

A oferta vem a funcionar com sistema operativo de núcleo Linux.

A HPE fornecerá os invólucros virtuais para a transição a partir de sistemas convencionais de mainframe para novo hardware, como aquele baseado em processadores Xeon de arquitectura x86. Nesse caso, o fabricante procura que os clientes façam a transição de equipamentos assentes em chips Itanium.

O mesmo anunciou novos servidores Integrity i6 com o novo e último processador dessa família. O futuro dos servidores com HP-UX é incerto porque a Intel não tenciona fabricar chips Itanium, além do Kittson, o mais recente modelo.

Abandonar o sistemas com Itanium e adoptar os equipamentos de x86 é um grande investimento, envolvendo mudanças de hardware e software

Os servidores Integrity são conhecidos pela sólida estabilidade, o que os torna atraentes para grandes organizações em sectores como o financeiro e o do retalho. Mas abandonar o sistemas com Itanium e adoptar os equipamentos de x86 é um grande investimento, envolvendo mudanças de hardware e software.

Além disso, as empresas estão hesitantes em mudar rapidamente as infra-estruturas de TI, porque o tempo de inactividade pode prejudicar gravemente os seus resultados. A HPE já facilitava o processo de migração do Itanium para o x86 com uma ferramenta de software e servidores x86 com recursos semelhantes ao Itanium.

Enquanto o hardware x86 mais recente pode assumir tarefas mais contemporâneas como a aprendizagem automática, o HP-UX e os Integrity foram projectados para aplicações de mainframe.

Funcionamento de “containers” ainda por esclarecer

Não é claro como os invólucros vão funcionar. Mas é provável que leve as instâncias de volume de trabalho HP-UX e as coloque funcionar sobre Linux como micro-serviços.

Os “containers” funcionam de maneira diferente da virtualização, que requer hipervisores, ferramentas de software e recursos do sistema. Permitem que os clientes mantenham ambientes mistos, com HP-UX e Linux, tornando a transição mais suave.




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