SAP progride nos projectos de IoT em Portugal

A manutenção preditiva, área de especial enfoque da empresa, é por onde as empresas iniciam as iniciativas, diz o director de vendas do fabricante, Luís Urmal.

Luís Urmal, director de vendas da SAP Portugal

“Temos vários projectos-piloto a decorrer em Portugal na área de IoT, mas não podemos referir quais, além daquele da Logoplaste, porque vão ao cerne dos processos das empresas e da sua estratégia de mercado”, afirma Luís Urmal, director de vendas da SAP Portugal. À margem do SAP Innovation Forum, o responsável avança que é pelos processos de manutenção que tendencialmente começam os projectos.

As empresas procuram sobretudo obter maior capacidade de previsibilidade sobre os problemas em equipamentos. É também mais fácil começar por aí, concorda Urmal.

”Não estão dependentes de terceiros e conseguem obter retorno de investimento mais rapidamente”, argumenta, antes de lembrar que usando manutenção preditiva (em vez de periódica), conseguem salvaguardar custos e antecipar possíveis quebras de produção.

Mas depois alinham-se outros tipos de aplicação e objectivos, como os de previsão de procura e “sourcing” para as linhas de produção. “Tudo junto pode trazer novas camadas de optimização”, recorda.

O investimento na sensorização de activos com IoT é uma das tendência mais fortes que o director de vendas na transformação digital, em Portugal. Mas outra é uma menor resistência na adopção de soluções em cloud computing. “A cloud é importante porque permite às empresas simplificarem projectos, diminuírem a dependência de fornecedores, além de reduzirem custos de operação”, explica.

100 mil trabalhadores em Portugal, são geridos em plataforma SucessFactors.

O risco de dependência tecnológica ou falta se portabilidade dos dados “é avaliado no momento da selecção do fornecedor”. Aqueles que impõem muitas barreiras de saída, tendem a ser penalizados.

Luís Urmal aproveita para dar bons indicadores sobre a mais recente estratégia da SAP, “Digital Core”, a qual coloca o sistema S4/Hana no cerne da oferta de sistemas de informação do fabricante.

“Permitiu entrar no grupo Amorim, com a implantação de S4/Hana e no grupo Lusiaves, por exemplo noutras empresas mais pequenas”, argumenta. A Lusíadas Saúde, acrescenta, vai entrar também na rede Ariba.

E na abertura da conferência, o responsável avançou que 100 mil trabalhadores em Portugal, são geridos em plataforma SucessFactors.

 

CoPilot pode ser lançado na Sapphire

Na sua palestra, Carlos Diaz, vice-presidente da SAP para inovação, mostrou como o fabricante está empenhado em introduzir mais tecnologia de inteligência artificial (IA) nas suas aplicações.
Assim, o responsável prevê que o assistente digital anunciado pelo fabricante no ano passado, o CoPilot, poderá ser lançado na próxima semana durante Sapphire Now 2017, em Orlando (EUA). O “chabot” assenta em tecnologia de reconhecimento de linguagem natural e aprendizagem automática para explorar dados e situações de negócio, para ajudar os utilizadores em tomadas de decisão.

“O CoPilot vai estar em todo o lado”,disse Carlos Diaz, referindo-se ao portefólio da SAP.




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