IBM e ABB criam agente de controlo de qualidade

A aplicação para o segmento da indústria fabril recorre à plataforma de inteligência artificial, Watson IoT, para ser usada em fábricas.

workshop-802997_1280_linha-de-montagem_pixabay_cc0A tecnologia de inteligência artificial (IA) Watson, da IBM, começa a ter impactos no segmento dos trabalhadores de “colarinho branco” em bancos e hospitais. Mas em breve deverá “sujar as mãos” em chão de fábrica, com um agente desenvolvido pela ABB, fornecedor de equipamento industrial e aquele fabricante de TIC.

Os dois desenvolveram um novo assistente capaz de ajudar os trabalhadores de fábricas a detectarem defeitos de fabrico logo nas linhas de produção, dizem as empresas. Conectado a um sistema de monitorização industrial, o ABB Ability, ajudará os fabricantes a aumentarem a velocidade, o rendimento e o tempo de actividade, de acordo com a ABB.

O sistema Cognitive Visual Inspection, como a IBM lhe chama, canaliza imagens de uma câmara de ultra-alta definição, para uma instância do software Watson da IBM, treinado para detectar e classificar falhas de produção, em tempo real.

A plataforma é capaz de inspeccionar peças até cinco vezes mais rapidamente do que os trabalhadores da linha de produção. E até mesmo detectar falhas não visíveis para o olho humano, de acordo com a IBM.

O uso do ABB Ability  permitirá rejeitar ou remeter para melhorias, apenas os produtos defeituosos em vez de lotes completos.

Aprendendo por imagens, com uma classificação feita por humanos sobre defeitos em imagens, a Watson é capaz de detectar arranhões nas peças, por exemplo. Usando computadores para suportar a inspecção para garantia de qualidade, as fábricas poderão potencialmente inspeccionar cada unidade de produto a sair da linha de produção, ao invés de amostras aleatórias.

Isso permitirá rejeitar ou remeter para melhorias, apenas os produtos defeituosos em vez de lotes completos. Dessa forma, podem aumentar não apenas a velocidade de produção, mas também a produtividade, consideram a ABB e a IBM.

A primeira quer ainda recorrer ao potencial do Watson noutros sectores como da energia, para prever a procura de electricidade com base em padrões climáticos.


Tags


Deixe um comentário

O seu email não será publicado