INE reduz número de inquéritos a empresas

O organismo implantou o projecto para operacionalizar a recolha de informação adminstrativa já existente na Administração Pública, para seis inquéritos previstos.

ine_O Instituto Nacional de Estatística (INE) implantou a medida Simplex 2016 para fazer a recolha de dados administrativos necessários à produção de informação relativa a seis inquéritos sobre a actividade das empresas, anunciou o Ministério da Presidência e Modernização Administrativa. O princípio subjacente ao projecto é o do aproveitamento de elementos já fornecidos pelas organizações noutras instâncias da Administração Pública.

A iniciativa procura evitar que as empresas tenham de disponibilizar informação mais do que uma vez, com poupanças estimadas em 79 mil euros, relativos a cinco mil horas de trabalho. Tendo em conta o caso dos inquéritos até agora realizados de forma presencial ou telefónica, a mudança representará uma poupança superior a 18 mil euros por ano para o INE, associados a custos de entrevistas, deslocações e comunicações.

No caso do inquérito ao volume de negócios e emprego na indústria, mais de 2600 empresas industriais deixarão de reportar mensalmente ao INE as variáveis “número de pessoas ao serviço” e “total de remunerações brutas”, estima o ministério.

De um conjunto de oito operações consideradas, foram redefinidos o processo:
‒ do inquérito ao volume de negócios e emprego na indústria;
‒ do inquérito ao volume de negócios e emprego nos serviços (parcialmente);
‒ do inquérito ao volume de negócios e emprego no comércio a retalho;
‒ para apuramento do índice de custo do trabalho;
‒ do inquérito às transacções intra-comunitárias de bens (Intrastat);
‒ do inquérito mensal às rendas de habitação.

“Noutras duas situações, foram efetuados diversos testes que permitiram concluir que a informação necessária para fins estatísticos não está totalmente presente nas bases de dados da Administração Pública”, avança ainda o comunicado.

Na visão do ministério, a utilização da informação administrativa nestes casos, só seria possível, se fosse obrigatório a todas as empresas dos sectores de actividade em questão, o fornecimento de mais informação, por exemplo à Autoridade Tributária, sobrecarregando organizações desnecessariamente.

As primeiras alterações incidirão sobre os processos relativos ao volume de negócios e emprego no comércio a retalho, a 1 de Junho de 2017, obedecendo ao plano faseado. Um mês depois realizam-se as operações para apuramento do volume de negócios e emprego no comércio a retalho.

Decorrerão a 1 de Janeiro de 2018 aquelas relativas ao volume de negócios e emprego na indústria e volume de negócios e emprego nos serviços, ao índice de custo do trabalho inquérito às transacções intra-comunitárias de bens (Intrastat), inquérito mensal às rendas de habitação.




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