Cascais torna-se primeiro “nó” de rede de “smart cities”

Na sua quinta edição, o concurso Big Smart Cities promove uma estrutura de plataformas de experimentação de soluções para cidades inteligentes, em ambiente real.

baia_de_cascais_-_palacetes_by-joaomartinho63-own-work-cc-by-sa-3-0_commons-wikimedia-org_w_index-php_curid16623695A quinta edição do concurso Big Smart Cities tem o seu período de candidaturas aberto até dia 23 de Maio, com 20 mil euros em prémios para vencedores. Mas a grande novidade da iniciativa promotora de empreendedorismo é apresentação da cidade de Cascais, como primeiro elemento de uma “Rede Nacional de Cidades Experimentais”.

O elemento diferenciador da mesma é ser uma estrutura aberta de plataformas urbanas, dispostas a acolherem projectos de aplicação de tecnologias para cidades inteligentes. Miguel Munoz Duarte, professor da Nova SBE, mentor do concurso caracteriza a rede em gestação como um potencial mercado.

”Ponto de encontro” entre quem tecnologia para experimentar, aqueles com tecnologia de suporte, empreendedores, centros de investigação e as cidades. A 11 de Julho, dia da final do concurso, o docente conta ter já mais cidades envolvidas.

Mas não antevê que sejam muitas. “Pela simples razão de que já existem várias redes, incluindo de smart cities”. Contudo acredita ser capaz de assegurar a participação de municípios e cidades “interessadas em testar, tecnologias, o que implica ter uma interface directa com o fornecedores de tecnologia seja startup ou centro de investigação”.

A participação vai envolver uma “pequena participação financeira”, um dos contornos da rede ainda por definir, segundo Duarte. Adicionalmente precisam de ter delineados os objectivos e áreas que lhes interessa explorar, para se ter “critérios de selecção”.

Miguel Munoz Duarte coloca ênfase no carácter aberto da rede, para dizer que clusters como o de smart cities ou o de robótica de Lisboa, estão convidados a participar.

A iniciativa acaba por ter origem na percepção sobre as dificuldades verificadas entre as startups para terem terreno de acolhimento e experimentação prática do que desenvolvem, explica Miguel Duarte. No fundo não têm espaço onde desenvolver projectos-piloto para demonstrar as suas tecnologias.

Miguel Duarte coloca ênfase no carácter aberto da rede, para dizer que clusters como o de smart cities ou o de robótica de Lisboa, estão convidados a participar. “A nossa ideia não é competir é complementar”, reforça.

As cidades estão cada vez mais despertas para o tema das “smart cities” e por isso, o empreendedor acredita que haverá muita vontade por parte das autoridades municipais para participar. Mas o responsável antevê desafios na preparação da interface para receber as propostas tecnológicas assim como na robustez financeira dos municípios.

Numa primeira fase, serão os vencedores da quinta edição do Big Smart Cities a poderem beneficiar dos espaços de Cascais. O concurso , promovido pela Vodafone e pela Ericsson, tem prémios no valor de 20 mil euros para os vencedores, mais incubação no Vodafone Power Lab e uma viagem para conhecer um pólo de inovação do fabricante na Europa.

As candidaturas submetidas em cinco áreas de oportunidade: mobilidade, participação e inclusão, turismo, “living” e ambiente.  Depois do lançamento em Cascais, durante o período de candidaturas, serão realizadas cinco competições, “Big City Challenges“, em Braga, Porto, Coimbra, Évora e Lisboa. Nelas vão avaliar-se propostas dos potenciais empreendedores inscritos e se elegerá dois finalistas por cidade.

*Com comunicado




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