Activista quer revelar históricos dos browsers de legisladores

Adam McElhaney abriu uma campanha na GoFundMe contra as resolução do Congresso dos EUA, sobre dados de consumidores, que deverá reduzir a privacidade na Internet.

pagina-adam-mcelhaneyDepois de o Congresso dos EUA ter aprovado na última terça-feira uma resolução que afasta uma série de protecções à privacidade online naquele país, um utilizador tomou uma iniciativa capaz de se tornar emblemática. Adam McElhaney, auto-intitulado activista de privacidade e defensor da neutralidade da rede, criou um site e uma página na GoFundMe para angariar fundos.

Com o dinheiro pretende comprar informação obtida a partir dos históricos registados pelos browsers usado pelos legisladores que votaram a favor da decisão. O seu objectivo é depois tornar o acervo disponível online e de forma fácil de pesquisar.

Mas de acordo com a página de McElhaney na GoFundMe, ele planeia ainda fazer o mesmo com informação obtida sobre os hábitos de navegação online das famílias dos congressistas e quaisquer executivos envolvidos. “Planeio comprar históricos da Internet de todos os legisladores, congressistas, executivos e suas famílias e torná-los facilmente pesquisáveis em searchinternethistory.com”, escreve.

“Tudo, desde informação [de âmbito] médico, pornográfico, financeiro e [sobre] infidelidade, qualquer coisa que tenham visto, pesquisado ou visitado na Internet estará disponível para que todos possam rastrear … Vamos inverter a situação”, desafia.

McElhaney estabeleceu como meta atingir os 10 mil dólares e durante madrugada de quinta-feira na Califórnia, arrecadara mais de 167,6 mil dólares de quase 11 mil doadores, em quatro dias. Durante a manhã desta sexta-feira, a soma estava nos 186,358 mil dólares.

A resolução deverá ser promulgada pelo Donald Trump, eliminando medidas de privacidade que o ex-presidente Barack Obama, assinou no ano passado.

A campanha está a ganhar particular atenção e é a consequência mais imediata da aprovação da resolução que permite aos ISP dos EUA venderem os dados dos históricos de navegação online dos seus clientes.

As operações de marketing são os clientes mais interessados na informação sobre os hábitos de compras online dos utilizadores, que podem reunir no novo quadro legislativo. Serão interessantes para as mesmas, elementos sobre as visitas a sites de informação de saúde e a páginas em geral, consultadass pelas pessoas, sem quererem revelar que o fizeram.

Muita informação pode ser comprada e vendida sem o consentimento dos utilizadores. A maioria dos republicanos do Congresso votou a favor da resolução que deverá ser promulgada pelo Donald Trump, eliminando medidas de privacidade que o ex-presidente Barack Obama, assinou no ano passado.

Essas protecções de privacidade, cuja entrada em vigor estava agendada para o final do ano, destinavam-se a limitar as actividades dos ISP com informações dos clientes: os dados sobre hábitos de navegação, uso de aplicações, dados de localização e números de segurança social, estavam incluídos.

As protecções também forçariam os ISP a estabelecer limites mais fortes para proteger os dados de utilizadores contra hackers.

ISP pedem igualdade nas regras de privacidade

O sector ISP dos EUA é lesto a assinalar que a recolha de dados para afinar a apresentação de publicidade online, assim como a recolha de dados não são nada de novo. A Google e a Facebook, por exemplo, realizaram milhares de milhões em receitas vendendo anúncios por segmento, argumenta.

“Os ISP acreditam que todas [as empresas] devem seguir as mesmas regras de privacidade”, esclarece a USTelecom, uma associação empresarial, que faz “lobbying” em representação dos fornecedores de banda larga.

“Não estão a vender o histórico de navegação dos clientes ao público”, acrescenta.

 




Deixe um comentário

O seu email não será publicado