ePark Empresas lançada com margem para evoluir

A EMEL lançou a versão para empresas, da sua aplicação móvel de gestão de pagamento de estacionamento, com capacidade de consolidar mais informação e suportar frotas de automóveis.

014_epark_empresasA Empresa Municipal de Mobilidade e Estacionamento de Lisboa (EMEL) passou a disponibilizar esta quinta-feira a aplicação móvel ePark Empresas, destinada a organizações empresariais e com outros fins. O lançamento foi realizado em ambiente de particular abertura com a audiência e potenciais utilizadores.

Estes corresponderam ao desafio para participar e percebeu-se logo os caminhos por onde a versão empresarial poderá evoluir. A nova edição já satisfaz alguns dos requisitos de muitas organizações, confirmaram empresas nas quais a app foi testada.

A ePark Empresas suporta a gestão de pagamentos com uma só conta com a emissão das facturas a ser feita em nome da empresa. No entanto cada colaborador autorizado pode aceder à conta através da sua conta ePark pessoal e estacionar os veículos autorizados, através da mesma aplicação.

Esta nova solução, permite ao colaborador estacionar em serviço ou a título individual, tendo acesso às duas contas com a mesma aplicação ePark.

Uma plataforma administrada pelo gestor indicado pela organização regista as matrículas da frota, os colaboradores que podem estacionar, associa as matrículas a cada colaborador. O software permite ainda definir quando é que a empresa cliente deverá receber um alerta para reforçar o saldo. São ainda mantidas várias facilidades da app ePark.

Apesar do potencial para haver maior controlo de custos com a ePark, o valor da despesa com estacionamento tem aumentado na Thyssen Krupp, desde que ela passou a ser usada na empresa.

É disponibilizada informação de localização num mapa, são emitidos avisos para reforço de pagamento e é possível prolongá-lo sendo debitando apenas o tempo exacto de estacionamento.

A Integrity é parceiro tecnológico da EMEL e foi uma das empresas que já experimentou a aplicação. O seu gestor, Rui Shantillal, foi o primeiro a lançar perspectivas de evolução afirmando que a app poderá ser mais rápida e disponibilizar mais ferramentas de gestão.

Uma das facilidades, em falta mas que estará no roteiro de evolução da aplicação, é a possibilidade de distribuir saldo por utilizador. Outra será a capacidade de a app resolver automaticamente situações nas quis o saldo está a esgotar-se.

Situação mais interessante foi explicada por Ricardo Ribeiro, gestor de frota da Thyssen Krupp. A empresa despende cerca de 2500 euros por mês em estacionamento em Lisboa, de acordo com o responsável.

Rui Shantilal (Integrity) propõe a introdução de um mecanismo automático de suspensão da contagem de tempo de ocupação, na app.

Mas apesar do potencial para haver maior controlo de custos com a app, o valor tem aumentado desde que ela é usada, revela o responsável. A empresa pensa que por comodismo, precaução ou por ser a própria a suportar os custos, os utilizadores acabam por avançar com o pagamento de mais horas do que o necessário.

Por isso Ricardo Ribeiro concordou com Shantilal quando este propôs a introdução de um mecanismo automático de suspensão da contagem de tempo de ocupação (assim que fosse detectado um movimento legítimo do carro, por exemplo).

De resto o gestor da Thyssen ficou com a expectativa, face à nova versão, de poder gerir melhor os dados disponibilizados para fazer análise de custos. E com as facilidades de gestão das matrículas dos carros autorizados.

App como identificador nos parques fechados

Quase a sair para exercer funções na AICEP, o administrador da EMEL, João Dias, avançou que a ePark vai receber várias adições, algumas até final do ano. Segundo o responsável, a empresa está a testar funcionalidades de identificador e pagamento na app, para viabilizar a utilização em parques fechados.

João Dias adiantou ainda que a empresa caminha para a supressão dos dísticos, fundando o sistema de controlo estacionamento de residentes na desmaterialização em base de dados, com registo de matrículas. Para a fiscalização, haverá recurso a ao acesso por dispositivos móveis, explica.

Outro serviço em desenvolvimento é o da disponibilização de vouchers digitais na ePark. Um recurso para as empresas, por exemplo restaurantes, poderem oferecer o estacionamento aos clientes.




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