Trigger.Systems vai investir na sua internacionalização (actualizada)

A startup, que desenvolve soluções de IoT para gestão de consumos de água e energia, formalizou o início da sua actividade em Janeiro e firmou um contrato com a Portugal Ventures.

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Francisco Manso, CEO da Trigger.Systems

A Trigger.Systems tornou-se formalmente numa empresa (Rigger) em Janeiro e recebeu financiamento da Portugal Ventures já durante o corrente mês de Fevereiro. O montante será aplicado na internacionalização do negócio.

A Portugal Ventures avançou posteriormente, esta quinta-feira, que a Rigger, a startup fundada pelos três engenheiros que criaram a plataforma Trigger.Systems, passou a integrar a sua carteira de investimentos na área da indústria 4.0.

O investimento inicial de 100 mil euros poderá ascender a 500 mil euros mediante o cumprimento dos objectivos estabelecidos, avança a Portugal Ventures.

O primeiro investimento no valor de 100 mil euros poderá ascender a 500 mil euros mediante o cumprimento dos objectivos estabelecidos, assinala a Portugal Ventures em comunicado.

“O investimento da Portugal Ventures vai ser fundamental para dotar a equipa de mais elementos especializados na área de controlo de sistemas, e assim estarmos preparados para os desafios que se avizinham”, refere Francisco Manso, co-fundador e CEO da Rigger.

Para este processo a empresa pretende “aumentar a equipa” e “realizar parcerias com outras empresas estrangeiras e portuguesas”, disse Isabel Calado, comercial na startup.

A confiança depositada pela Portugal Ventures é, na opinião de Sara Gonçalves, programadora e comercial na Trigger.Systems, o “reconhecimento público da qualidade e importância do software desenvolvido até agora, apoiando assim a melhoria e continuação do desenvolvimento de novos sistemas de forma constante.

O projecto desta startup surgiu há pouco mais de um ano. A Trigger.Systems desenvolve soluções de Internet das Coisas (IoT) com o objectivo de optimizar os consumos de água e energia, no sector agrícola, mas também em ambiente urbano.

A plataforma cloud computing que gere sistemas de controlo remoto e inteligente de sistemas, “funciona em tempo real e em qualquer tipo de dispositivos”, como tablets ou smartphones, explica a empresa.

Tendo em vista a internacionalização, a empresa pretende reforçar a equipa e está a procurar novos programadores e engenheiros em áreas como a agronomia, física, matemática e ambiente.

Actualmente a Trigger.Systems emprega 15 pessoas, na sua maioria programadores, e está a procurar novos programadores e engenheiros em áreas como a agronomia, física, matemática e ambiente.

A solução estima as necessidades da planta com base nas suas características e nas previsões meteorológicas. Esta automatização “leva a poupanças muito significativas e contribui para a optimização dos processos”, explica Isabel Calado.

A solução, que controla actualmente aproximadamente 2000 dispositivos, permite ajustar os horários com base no clima e nas tarifas energéticas, a partilha de parte do sistema com os operários, a leitura de caudalímetros ou a identificação de rupturas e maus funcionamentos. É possível também programar alertas, inserir novos sensores, contribuindo para “um rápido retorno do investimento”.

O sistema pode ser utilizado numa grande diversidade de aplicações desde a rega por aspersão ou gota-a-gota, a “pivots” ou bombas, analisando a qualidade do ar ou o consumo de energia em terrenos agrícolas, rios, lagos ou piscinas.

A Trigger.Systems foi uma das startups portuguesas sobre as quais recaiu mais atenção durante a Web Summit, que teve lugar em Lisboa no passado mês de Novembro.  “Fizemos imensos contactos e tivemos um retorno positivo do nosso projecto. As pessoas gostaram, ficaram interessadas e curiosas em relação aos desenvolvimentos da startup”, refere Sara Gonçalves, num balanço sobre a participação, em declarações para o Computerworld.

O investimento da Portugal Ventures na Rigger “é um contributo para a execução do Programa Indústria 4.0, que tem como objetivo apresentar soluções e ferramentas que valorizam, promovem e investem na digitalização da economia portuguesa”.

Os cerca de 2000 dispositivos que actualmente já estão a ser controlados pela Trigger.Systems em clientes como a Câmara Municipal de Lisboa, do Porto e de Oeiras, a Fundação Calouste Gulbenkian e o Grupo Sovena, são o ponto de partida para a meta de 30.000 dispositivos definido pela Rigger para os próximos 12 meses, avança a Portugal Ventures.

Notícia actualizada com informação proveniente da Portugal Ventures, incluindo declaração do administrador da Rigger.




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