Como se devem preparar os profissionais de TI para a IA?

“A resposta vale um milhão de dólares”, considera José Tribolet, que ainda assim arrisca expor a sua visão.

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José Tribolet, professor e coordenador da Leadership Graduate Academy, do IST

Os impactos de uma maior automação e introdução de sistemas de Inteligência Artificial (IA), com potenciais alterações na oferta de emprego, no segmento laboral das TI deverão sentir-se cada vez mais. Mas como deverão preparar-se os profissionais de TI para a IA e maior automação?

“A resposta a isso vale um milhão de dólares”, considera José Tribolet, coordenador da Leadership Graduate Academy, do Instituto Superior Técnico. Mesmo assim o professor arrisca expor a sua visão.

Ambas, defende, deverão libertar o ser humano “de todas as tarefas estúpidas”, progressivamente e conforme a viabilidade económica. “O ser humano é necessário porque é inteligente, tem valores e é importante para aprender sobre as situações complexas em que está imerso e depois tomar decisões”, explica.

Os vôos comerciais já são feitos com piloto automático durante a maior parte do tempo, lembra. E o piloto humano, argumenta, intervêm nas excepções para análise de alternativas na resolução dos problemas.

Livres de tarefas rotineiras, os profissionais poderão manter o desenvolvimento da sua experiência e preparação “em processos de treino para o inesperado e caótico”, defende José Tribolet (IST).

“A nossa proposta [do IST] é humanística e contra a utilização robótica do ser humano”. Todos os profissionais no terreno, explica, têm de estar capacitados para saber observar, pensar de forma inovador, obter potencial e captar valor dos recursos que existem.

Livres de tarefas rotineiras, os recursos humanos poderão manter o desenvolvimento da sua experiência e preparação “em processos de treino para o inesperado e caótico”.

Subjacente estarão em evolução o conceitos como os de trabalho e distribuição da riqueza e uma transformação da humanidade como entidade colectiva. “Tudo o que é previsível não precisa do ser humano”, diz numa afirmação que é também um aviso.




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