Inmarsat suporta redes de IoT com satélites

O operador e alguns parceiros estão a combinar redes de baixa potência (LoRaWAN) com um conjunto de satélites de comunicações.

inmarsat_sateliteA Inmarsat anunciou ter montado infra-estrutura para serviços de comunicações mundiais para IoT, que combinam redes terrestres de de baixa potência, com uma “malha” suportada por satélites. O sistema infra-estrutura já está a ser usada numa operação pecuária na Austrália e recolha de dados sobre o solo em plantações na Malásia.

Em conjugação está equipamento de abrangência mundial e novas classes de redes projectadas para dispositivos pequenos e de baixa potência, como sensores. Com velocidades de comunicação ao nível das redes móveis ou melhores, mas mais lentas do que a LTE, as estruturas podem constituir uma forma mais económica de interligar dispositivos.

Sobretudo se estiverem muito dispersos e transferirem pequenas quantidades de dados. As redes terrestres ligadas aos satélites da Inmarsat usarão tecnologia LoRaWAN, passível de implantação pelas sem ajuda externa. Inclusive em locais sem cobertura dos operadores móveis.

Vários fornecedores disponibilizam equipamentos para redes com LoRaWAN, baseada numa especificação da LoRa Alliance. A norma pode ser usada em espectros não licenciados e e operadores móveis, como a Orange e a SK Telecom, já estão a usá-la.

Um dos casos de utilização envolve uma exploração pecuária na Austrália, em que se usam sensores LoRaWAN montados no gado, para monitorizar as suas movimentações e enviar alertas quando um animal se movimenta de forma errática.

Há também outras redes de baixa potência para grandes áreas ou “Low-Power Wide-Area” (LPWAN) emergentes externas ao mundo das comunicações celulares, incluindo as da Sigfox e da Ingenu. E a LTE tem as suas próprias variantes com baixa potência, em experimentação pela Vodafone, Verizon e AT & T.

Existem ainda mais opções do que estas para escolher, mas a popularidade importa, porque nem todos vão sobreviver ao longo dos próximos anos, alerta o analista Phil Marshall da Tolaga Research. A Inmarsat desenvolveu o seu sistema em conjunto com a Actility, que vende uma plataforma para redes LoRaWAN, chamada ThingPark, com serviços profissionais auxiliares, para a implantação.

Um dos casos de utilização envolve uma exploração pecuária na Austrália. Na operação usam-se sensores LoRaWAN montados no gado para monitorizar as suas movimentações e enviar alertas quando um animal se movimenta de forma errática: perto do perímetro da fazenda ou em risco de se perder.

No passado, os funcionários tinham de sair e procurar por gado tresmalhado.




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