Mais profissionais de TIC recusam ofertas de emprego

Em 2016, a percentagem de recursos humanos nessa situação aumentou 8%, segundo a Hays, que nota maior disponibilidade nos empregadores melhorarem as propostas salariais.

recursos_humanos_datacenter_tech_workers-100034531-orig_dotshockCerca de 64% dos profissionais de TIC em Portugal inquiridos para o estudo anual da Hays sobre o mercado laboral português recusaram novas ofertas de emprego, em 2016. A percentagem cresceu 8% face a 2015, segundo a consultora.

Fonte da empresa justifica o facto referindo que os recursos humanos estão se mostram menos disponíveis à mudança e pouco seduzidos pelo assédio de novos empregadores. Na base da ténue tendência estão o envolvimento dos profissionais em “projectos aliciantes” e com benefícios interessantes, considera.

Isso leva a consultora a arriscar que as políticas de retenção por parte das empresas estão a resultar. Mas não pela oferta de benefícios como os seguros de saúde ou planos de carreira, elementos já vulgarizados nas ofertas de emprego.

A Hays nota ainda o surgimento da noção nos empregadores que as propostas salariais precisam de ser adaptadas ao contexto e melhoradas. Trata-se do resultado de um mercado “orientado à procura”, situação na qual os recursos humanos estão a ganhar poder negocial.

Pela primeira vez, segundo a empresa, a percentagem de empregadores à escala nacional interessados em contratar (73%) ultrapassou a de profissionais disponíveis para mudar de emprego (71%).

Apesar a indisponibilidade manifestada, 60% dos indivíduos questionados está insatisfeito com o salário e  73% estão descontentes com a sua progressão na carreira.

Mesmo assim, o inquérito revela que 60% dos indivíduos questionados está insatisfeito com o salário. E 73% estão descontentes com a sua progressão na carreira.

Apesar disso,a percentagem de profissionais de TIC indisponíveis para novas ofertas de emprego é das mais elevadas verificadas nos diversos sectores analisados, pela consultora. E o grau de predisposição deverá manter-se: os recursos humanos do sector das TIC são dos que menor disponibilidade demonstram para mudar de emprego em 2017.

Enquanto a média geral está nos 71%, a dos trabalhadores de TIC está nos 68%. A maior procura de recursos humanos regista-se no norte (80%) e centro (82%) e entre as micro-empresas e startups.


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