Aceleradora de fintech da SIBS aceita candidaturas até 31

As fintech que chegarem ao “bootcamp” poderão ter como mentores alguns dos engenheiros da SIBS que trabalharam no desenvolvimento da rede Multibanco.

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As candidaturas ao programa SIBS PayForward terminam a 31 de Janeiro. A aceleradora de startups fintech que resulta da parceria entre a SIBS e a Beta-i está a aceitar candidaturas de todo o mundo.

No início do mês já tinham chegado candidaturas de “dezenas de startups de 18 países diferentes e de sete áreas de actividade no mercado dos serviços financeiros em torno dos pagamentos”, anunciou a empresa em comunicado.

A SIBS procura startups que já tenham entidades constituídas, produtos definidos, eventualmente em protótipo ou em fase de ensaios, ou mesmo com utilizadores e vendas activas, explicou Maria Antónia Saldanha, directora de marca e comunicação do Grupo SIBS, dias depois do lançamento do programa. Os projectos que já chegaram abrangem pagamentos e processos, fraude e monitorização, finanças pessoais e gestão de contas bancárias.

Maria Antónia Saldanha revela que este é o primeiro programa de aceleração do género [para fintechs] em Portugal, e o terceiro em todo o mundo. O mote para a criação desta iniciativa foi o potencial detectado pela SIBS: inúmeras fintechs que exploram as vertentes dos pagamentos. Surgiu assim a ideia de criar um “programa concertado e organizado para as acolher e trabalhar com elas”, em parceira com a Beta-i que disponibiliza a metodologia de aceleração.

Após o encerramento do período de inscrições, segue-se a fase de selecção de 25 entidades para o “bootcamp”, no qual as equipas vão ter acesso a “coaching” individual, sessões de prática de “pitch”, workshops e mentoria. Maria Antónia Saldanha salienta que entre os mentores estarão alguns dos engenheiros da SIBS que trabalharam no desenvolvimento da rede Multibanco. Após esta fase, os 10 projectos seleccionados iniciarão então um programa de incubação intenso, de dois meses, até Abril.

“No final da aceleração estamos abertos a qualquer modalidade de colaboração. Pode ser uma modalidade mais simples de investimento na estrutura da própria empresa ou pode ter um formato de colaboração comercial.”

As startups podem “também desenvolver produtos para nós e acabar por integrar a SIBS como um departamento de inovação”, explicou. “Queremos deixar as modalidades em aberto, porque nos conta a experiência de quem tem feito estes programas, que o ideal é não estarmos mentalizados para um só modelo”, sublinha Maria Antónia.




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