Coimbra prepara plataforma para cardiologia de intervenção

O modelo matemático está em fase de validação. Concluída esta fase, os investigadores vão disponibilizar uma plataforma computacional que será utilizada em ambiente hospitalar.

figura-2-imagem-oct-apos-a-aplicacao-do-stentA Universidade de Coimbra anunciou que está a preparar uma plataforma computacional para ser utilizada em ambiente hospitalar, assente num modelo matemático desenvolvido por uma equipa de investigadores que visa simular a libertação de fármacos dos “stents” de última geração.

As informações fornecidas pelo modelo podem constituir uma importante ferramenta de apoio à decisão clínica, possibilitando a definição de estratégias terapêuticas para prevenir o aparecimento da reestenose.

Os investigadores pretendem agora completar o modelo, algo que ainda irá levar algum tempo, “através da criação de um novo algoritmo que tenha também em atenção a proliferação celular que ocorre durante a reestenose”, explica o José Augusto Ferreira, investigador do Departamento de Matemática da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC).

“Seguir-se-á a validação do modelo, que se baseará na casuística do serviço de cardiologia. Concluída esta fase, a equipa disponibilizará uma plataforma computacional a ser utilizada em ambiente hospitalar”, acrescenta.

 

O modelo simula a libertação de fármacos dos “stents” de última geração, os denominados Drug-Eluting Stents (DES, stents de libertação de fármacos), uma ferramenta que poderá ter impacto na cardiologia de intervenção, segundo explica comunicado divulgado pela Universidade.

Aquele modelo foi desenvolvido por uma equipa de investigadores do Departamento de Matemática da FCTUC, em colaboração com o Serviço de Cardiologia do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC, Pólo dos Covões).

Compõem a equipa os investigadores José Augusto Ferreira, Maria Paula Oliveira e Jahed Naghipoor, em colaboração com Lino Gonçalves, diretor do Serviço da Cardiologia do CHUC.

O trabalho, desenvolvido ao longo de quatro anos, foi publicado na revista científica Mathematical Biosciences.




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