Forrester aponta localizações para plataformas cloud na Europa

Os fornecedores de cloud computing pública estão atentos a oportunidades para instalar os seus centros de dados. Os obstáculos são significativos, mas as oportunidades estão a surgir, dizem os analistas.

cloud computing_idgOs fornecedores de plataformas públicas de cloud computing estão atentos a novas localizações para os seus centros de dados na Europa, avança a Forrester num relatório divulgado esta semana.

Se, tradicionalmente, os maiores fornecedores, como a AWS e Microsoft (ambas em Dublin) e a Google (na Bélgica), se focaram em prestar serviços a partir de apenas uma ou duas regiões do continente europeu, hoje outros fornecedores com fortes ambições no sector estão a procurar outras localizações, diz Paul Miller, analista da Forrester.

Não obstante a intenção europeia de criar um mercado único digital, tal ainda não passou do papel, assinala Miller. “As políticas que visam eliminar as tarifas de ‘roaming’ na Europa vão aparentemente concretizar-se em 2017”, assinala o analista.

No entanto, intenções mais abrangentes para estimular o comércio transfronteiriço de bens e serviços estão a ser mais difíceis de implementar, nomeadamente ao nível da reforma das regulamentações internas dos 28 países.

Segundo Paul Miller, a Alemanha e o Reino Unido posicionam-se como países interessantes para a instalação das infra-estruturas.

Se, por um lado, a Irlanda continua a ser uma das localizações mais atractivas devido aos impostos baixos, ao talento local e ao tempo ameno. Por outro lado, o interesse pelo mercado alemão está a aumentar.

As regras de protecção de dados na Alemanha são das mais restritivas na Europa, o que encoraja as empresas que pretendem alojar os dados naquele país, quer por estratégia quer por imposição das regras dos sectores em que operam.

Em causa está a dimensão da economia e o investimento intensivo do país em tecnologias de negócio e de automação com o objectivo de competir com alternativas mais baratas de outros países.

Acresce ainda que as regras de protecção de dados na Alemanha são das mais restritivas na Europa, o que encoraja as empresas que pretendem alojar os dados naquele país, quer por estratégia quer por imposição das regras dos sectores em que operam. Outras localizações interessantes são a França, a Itália, a Polónia e os países da Escandinávia.

Finalmente, apesar da incerteza que o Brexit (saída do Reino Unido da União Europeia) acarreta para o sector do armazenamento e processamento de dados, os fornecedores de plataformas públicas de cloud continuam a investir no Reino Unido.

Empresas como a AWS, a IBM e a Microsoft já apresentaram planos de expansão na região, recorda o analista, e outros fornecedores não revelam intenções de mudar a estratégia.




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