HPE demonstra arquitectura de computação baseada em memória

A nova infra-estrutura deverá permitir novos avanços em Big Data, acredita o fabricante.

hq720_memory-driven-computing-architectureNo âmbito da conferência Discover 2016, da HPE, esta empresa de Palo Alto (EUA) revelou ter alcançado bons resultados com um protótipo de infra-estrutura de computação designada “Memory Driven Computing Architecture”. A arquitectura do equipamento coloca a memória no centro da computação e não no processamento.

A HPE considera que o avanço tecnológico constitui “o momento mais importante da empresa na transformação dos computadores construídos nos mais recentes sessenta anos”. A iniciativa de desenvolvimento está enquadrada dentro no projecto “The Machine”, programa de investigação da empresa, para liderar a transformação tecnológica durante a próxima década.

O projecto foi desenhado por 375 engenheiros nos laboratórios da HPE. Assim, a empresa conseguiu que os nós de computação acedam a um grupo partilhado de memória que funcione com o sistema operativo Linux optimizado num SOC (System on a Chip). Interligou segmentos de rede fotónica e óptica e introduziu novas ferramentas de programação desenhadas para aproveitar a abundância de memória persistente.

Durante a fase de desenho do prototipo, as simulações permitiram antever que a velocidade de computação oferecida pela arquitectura pode melhorar a computação em múltiplas ordens de magnitude. A HPE utilizou novas ferramentas de programação de software em produtos existentes e melhorou a velocidade de execução 8000 vezes em diferentes tipos de cargas de trabalho.

“Com o protótipo demonstramos o potencial da computação assente em memória e também abrimos a porta à inovação imediata. Os nossos clientes e a indústria no seu conjunto podem beneficiar dos avanços enquanto continuamos a procurar tecnologias capazes de representar um ponto de inflexão”, disse Antonio Neri, vice-presidente executivo de HPE.


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