F5 focada na banca e fornecedores de serviço

A empresa considera que os problemas de “offloading de SSL”, são um dos principais desafios nos centros de dados definidos por software, diz Alex Lopes gestor do fabricante para Portugal, Espanha e Andorra.

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Alex Lopes, gestor da F5 para Portugal Espanha e Andorra

Com uma equipa de quatro pessoas em território português, a F5 elege os sectores da banca e dos fornecedores de serviço (“service providers”), como estratégicos para o negócio da empresa em Portugal.

Aposta cada vez mais em equipamento de  segurança e na integração do seu software com tecnologias de encapsulamento de aplicações, e gestão do mesmo, como as da Docker e da Kubernetes, explica Alex Lopes. Em entrevista para o Computerworld, o gestor do fabricante para Portugal, Espanha e Andorra sublinha que toda a actividade no mercado português é realizada através de parceiros.

Computerworld ‒ Quais são as prioridades estratégicas da F5 em Portugal?

Alex Lopes ‒ Portugal constitui um mercado muito importante para F5. A empresa tem 25 pessoas para a sua actividade na Península Ibérica, estando quatro delas no território português. Temos dois sectores estratégicos, o da banca e dos fornecedores de serviço.

Estamos também envolvidos em projectos com IoT e também a fazer integrações com novos marcos de desenvolvimento de aplicações, como as tecnologias da Docker, Puppet, Kubernetes, entre outras.

Não só para desenvolver o nosso software, mas também para integrar com as soluções dos clientes. Toda a operação que temos em Portugal é feita através de parceiros.

CW ‒ Em que áreas tecnológicas está especialmente focada, no mercado português?

AL ‒ Na origem, a F5 é uma empresa de equipamento para equilíbrio de carga. No entanto, estamos agora a apostar de forma muito intensa em segurança.

Temos um portefólio muito grande nesta área, incluindo soluções de DDoS, firewalls, etc. Anunciámos recentemente que temos uma nova família de hardware. Vamos ter o dobro do desempenho a metade do preço, com este “refresh” [renovação].

CW ‒ Com que produtos esperam diferenciar a vossa proposta?

AL ‒ Temos uma evolução constante nos mercados em que estamos presentes, nomeadamente nos equilibradores de carga e em segurança. Apresentámos uma nova gama, mais potente e a metade do preço, com soluções desenhadas para clientes que necessitem de serviços aplicacionais consistentes em implementações aplicacionais em cloud privada, pública e híbrida.

Outra das soluções em que vamos diferenciar são as soluções combinadas com Equinix Cloud Exchange e Performance Hub, que oferece às empresas uma capacidade de implementar aplicações de missão crítica para o negócio em múltiplas infra-estruturas de cloud pública com segurança, disponibilidade e desempenho de topo.

A F5 está a trazer estas soluções para o mercado por ver que os departamentos de TI têm de activar tanto os ambientes existentes como os emergentes, por forma a integrar melhor as práticas de DevOps, a agilidade de desenvolvimento e os recursos em cloud computing.

CW ‒ Da perspectiva da F5, quais são os principais desafios da segurança para nos centros de dados definidos por software ou Software Defined Datacenter?

AL ‒ A segurança está no nosso “ADN”. E é aí que vamos afectar os nossos investimentos nesta área. Antes tínhamos um perímetro de segurança e tudo estava seguro. Hoje existem novas problemáticas.

Os ataques de DDoS são uns dos principais problemas, e também são os mais mediáticos. Quando as aplicações estão fora do perímetro da empresa é mais fácil para os hackers fazerem um ataque.

A identidade dos utilizadores é também um ponto de enfoque. Hoje em dia todos temos muitas passwords e a nossa solução de “web application firewall” [firewall para aplicações de Internet] está muito interligada e a protecção da identidade da pessoa é a nossa prioridade.

Já praticamente todo o tráfego da Internet vai cifrado, com o protocolo SSL ou TLS. Isto quer dizer que os hackers não conseguem ver o tráfego entre duas entidades. No entanto, estão a usar a mesma estratégia para rodar as informações, e assim ninguém tem capacidade de detectar.

As empresas estão a investir muito na área das appliances sofisticadas de segurança, mas não podem fazer nada no que concerne a tráfego encriptado. A nossa estratégia aí foca-se no “SSL offloading”.

Isto é, enviar todo o tráfego encriptado, abrir, usar hardware muito especializado, com os últimos protocolos de encriptação, por exemplo cifra de curva elíptica, o mais sofisticado que existe. Temos a capacidade de receber o tráfego, abrir, enviar para outras plataformas, e depois retornar o tráfego, fechar e enviar para os utilizadores. É nessa área que vamos investir no segmento de datacenters.


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