Cinco operações nas quais a IA é melhor do que humanos

Prever, transcrever som para texto e ler lábios são algumas.

facebook-ai-research-building-blocks-100693765-large-3x2_hiDurante milénios, os seres humanos têm superado em inteligência outras espécies com as quais partilham o planeta, como podem ser os golfinhos, primates ou borboletas. No entanto, em anos mais recentes a espécie humana criou novas formas de inteligência com tendência para superar a sua.

Uma das mais famosas é a inteligência artificial (IA) do AlphaGo, desenvolvida pela Deepmind, empresa comprada pela Google durante 2014. Em apenas 24 meses, o sistema foi capaz de aprender a jogar Go, jogo de estratégia com 4000 anos, e ganhar aos dois principais jogadores do mundo. Outro software da Deepmind está focado em jogos clássicos de oito bits, especialmente o Breakout.

Mas qual é a utilidade da IA? Existem cinco aspectos em que pode igualar ou superar o ser humano.

Aprender a prever

As IA não são aplicadas apenas em videojogos mas também com jogos tradicionais. Da mesma maneira que nós recebemos algumas das nossas primeiras aulas de física através de brincadeiras com peças de madeira, que empilhamos e deixamos cair. Investigadores da Facebook construíram uma IA com recurso a redes neuronais convencionais que podem atingir um desempenho de grau humano na previsão de como podem cair peças de madeira, só por assistir a filmes e animações.

Leitura de lábios

A capacidade de ler os lábios consiste em adivinhar o que alguém está a dizer através dos movimentos realizados por aqueles. Pode ser uma competência útil se uma pessoa não ouve bem ou trabalha num ambiente com muito ruído.

No entanto, grande parte da informação contida na fala humana ‒ assim como a posição de dentes e língua ou os sons ‒ torna-se invisível para um leitor de lábios, seja humano ou IA. Investigadores da Universidade de Oxford, em Inglaterra, desenvolveram um sistema, o LipNet , que pode ler frases curtas nos lábios, com um nível de erro de 6,6%.

Os níveis de leitores humanos de lábios que participaram na investigação atingiram os 35,5% e o 57,3%.

Transcrição de discurso

A AI pode ser ainda mais útil à medida que a qualidade do áudio é melhor, defende a Microsoft. É uma área em que os investigadores da empresa têm afinado um sistema automatizado de reconhecimento de voz com base em IA, para que funcione tão bem ou melhor do que as pessoas. Uma vez que o resultado das operações são texto, poderia ser utilizada na legendagem de programas de televisão ou nos enriquecimento de conteúdos de vídeo vigilância para serviços de segurança.

Cobertura informativa

Em pouco tempo talvez não seja o homem a escrever textos como este. O Mogia, desenvolvido pela Genic, empresa indiana, não escreve histórias, mas quando o software avançou que Donald Trump venceria as eleições acabou por sair-se melhor do que a maioria dos analistas políticos. Quando se trata de escrever, a IA tende a ser rápida na transformação dos dados estruturados em palavras.

Diagnóstico de doenças

O Watson, sistema de AI da IBM, “foi” à faculdade de medicina e “absorveu” 15 milhões de páginas de livros de medicina e artigos académicos sobre oncologia. De acordo com relatórios apresentados, dessa forma foi assim possível fazer o diagnóstico de casos de cancro que preocupavam os médicos.

Mas a IBM apresenta o IA como uma ajuda para o diagnóstico humano, nunca uma substituição. Mais recentemente, a IBM tem a capacidade de absorver enormes volumes de informação para ajudar a realizar diagnósticos de doenças raras, algumas das quais os médicos apenas vão poder ver poucos casos durante o seu percurso.




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