Banca mais lenta do que previsto no uso de “blockchain”

Os bancos vão levar provavelmente 24 meses ou mais a terem sistemas de software “blockchain” em produção comercial, diz o homem que defendeu a tecnologia no UBS.

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Notícias recentes sugerem que a tecnologia “blockchain” está a revolucionar os serviços financeiros. O JP Morgan Chase, o Barclays, o Commonwealth Bank, o Wells Fargo e vários outros bancos líderes nos EUA estão a usar a tecnologia para realizarem transacções.

Pode-se assim pensar que o “blockchain” já está normalizado mas não é verdade, diz Oliver Bussmann, ex-CIO do UBS, alegando que pode levar até dois anos para os bancos terem “blockchain” a funcionar devido a obstáculos regulatórios, à falta de normas e outros obstáculos, refere o site CIO.pt.  “Isto é real e virá mas num ambiente muito regulamentado. Vamos passar por uma série de validações”, diz Bussmann, que iniciou o uso do “blockchain” quando liderou o departamento de TI no banco suíço, no ano passado.

O “blockchain” faz cópias dos dados para todos os “stakeholders” relevantes numa transacção, usando criptografia para proteger os dados e garantir a confiança. A sua arquitectura descentralizada e a criptografia dificultam o acesso ilegal, de modo que é vista como uma ferramenta credível para facilitar o intercâmbio de dinheiro ou verificar a proveniência de bens que se movem através de uma cadeia de fornecimento. As capacidades de autenticação também a tornam uma potencial tecnologia para a Internet das Coisas, em que máquinas comuns estão sujeitas a influência e controlo por código malicioso.

Bussmann é optimista relativamente à tecnologia, comparando-a ao surgimento da própria Internet. Ele diz que os bancos podem usar a tecnologia para reduzir os custos de processamento e de infra-estrutura, ao mesmo tempo que aceleram o processamento de transacções. Considera ainda que as transacções “blockchain” poderiam reduzir o tempo e os custos nas transacções transfronteiriças de dias e 25 dólares cada para minutos e por tão pouco quanto um dólar cada. “Isso irá perturbar o sector dos serviços financeiros”, diz Bussmann.

 




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