Sector das TIC avança propostas para Trump

Quase só os segmentos de infra-estrutura de redes e a cibersegurança tiveram menções na campanha do próximo presidente dos Estados Unidos.

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Donald Trump, candidato eleito para presidente dos EUA

Com Silicon Valley quase todo na oposição a Donald Trump durante a campanha, e o seu plano de políticas de tecnologia muito pobre, as recomendações para prioridades provenientes de grupos sectoriais das TIC pode ser um exercício de manifestação de desejos. Ainda assim, vários grupos de tecnologia felicitaram o próximo presidente dos EUA, pela vitória inesperada e expressaram optimismo sobre esta presidência.

Um ponto de entusiasmo foi a adição de última hora das redes de telecomunicações a uma longa lista de projectos de infra-estrutura que Trump espera financiar. Ainda assim, o grupo sectorial, USTelecom, lembrou o empresário do papel enorme que a Internet jogou na campanha deste ano.

“Este ciclo eleitoral ilustrou dramaticamente o papel crítico que a banda larga desempenha na nossa nação, proporcionando a milhões de americanos uma capacidade sem precedentes de permanecer envolvidos em campanhas para cargos públicos à escala local, estadual e nacional – e permitindo um novo tipo de envolvimento do cidadão no processo democrático”.

Trump também falou brevemente sobre cibersegurança durante sua campanha, num discurso em Outubro e numa breve declaração de política. Os grupos de direitos digitais, no entanto, estão preocupados com o impacto da nova presidência na privacidade.

O presidente eleito criticou a Apple por não ter colaborado com o FBI, na intrusão a um iPhone de um terrorista. No entanto, um governo Trump pode ser uma oportunidade para eliminar regulamentações consideradas desnecessárias enquanto se baseia em modelos de parceria público-privado já adoptado pela administração de de Barack Obama, disse Larry Clinton, presidente da Internet Security Alliance.

Moore também pediu a Trump para dar maior apoio à educação em ciência da computação e para construir uma cultura de suporte às startups, mas nenhum dos assuntos são uma prioridade para o próximo líder do país.

“Nós pensamos que a eleição de Trump pode ser muito progressiva para a política de cibersegurança,” declara. Além disso, Clinton espera que o novo governo norte-americano coloque sobre o combate ao cibercrime uma prioridade maior do que Obama.

Os EUA estão a gastar menos de cinco mil milhões por ano para combater o cibercrime, enquanto as perdas chegam às centenas de milhares de milhões de dólares. Uma revisão dos esforços deve “começar a corrigir esse desequilíbrio”, prevê.

A TechNet, uma rede de executivos de tecnologia, congratulou-se com as prioridades de Trump, incluindo a reforma tributária e das políticas de imigração altamente qualificada. O candidato enviou mensagens contraditórias sobre suas visões de trabalhador.

Mas ao querer deportar imigrantes ilegais, alguns peritos acreditam que qualquer compromisso do novo presidente sobre a questão dos vistos para imigrantes altamente qualificados, está morta durante a sua presidência.

Linda Moore, presidente e CEO da TechNet também pediu a Trump para dar maior apoio à educação em ciência da computação e para construir uma cultura de suporte às startups. Nenhuma dessas questões parece ser uma prioridade para o próximo líder do país.

SIIA optimista

Um dos planos mais optimistas para um governo Trump veio da Software and Information Industry Association, que lançou uma lista de 11 páginas de recomendações de políticas para Trump e o próximo Congresso. A SIIA pediu que a Trump promova práticas flexíveis de cibersegurança e encete um diálogo com a indústria tecnológica sobre os benefícios e desafios da tecnologia na aplicação da lei.

Mas alertou para a necessidade de manter as protecções de privacidade do consumidor, ainda que permitindo às empresas inovarem com a utilização de dados.




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