CEIIA prepara carro de condução autónoma português (actualizada)

O BE está a ser desenvolvido pelo CEiiA e mais dez organizações incluindo universidades portuguesas. Durante 2017, já será possível fazer testes em estradas portuguesas com aquele tipo de carros.

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BE, automóvel de condução autónoma

O Centro de Excelência para a Inovação da Indústria Automóvel (CEIIA) está a preparar um automóvel de condução autónoma para redes de partilha de transporte privado, com capacidades de interligação a redes sem fios. A instituição previa apresentar o veículo automóvel, na abertura da Web Summit, com a ajuda do Primeiro-ministro António Costa. Mas à última hora a organização do evento decidiu eliminar esse momento do programa, já depois de terem sido feitos ensaios em palco.

Segundo fonte da Web Summit, a apresentação não se enquadrava bem com o cenário montado. O CEIIA avançou entretanto, em comunicado, que os automóveis de motorização eléctrica também poderão ser conduzidos manualmente e deverão entrar em circulação durante 2019. Mas ressalva que o Governo está a preparar um enquadramento jurídico, para legalizar os testes com carros autónomos em Portugal, numa medida para fazer evoluir a segurança dos veículos.

TMG, Fibrauto, Anapa Metal, GMV, Universidade do Minho, IST, Veniam, Efacec são as organizações parceiras no projecto. “Qualquer pessoa será capaz de chamar um BE através de um smartphone, para ser recolhida ou enviar uma encomenda”, explica Helena da Silva, directora executiva do CEIIA.

O BE foi concebido especificamente para ser partilhado, com interiores desenhados para prevenir o vandalismo e sujidade, sendo equipado com um sistema de auto-limpeza, diz um comunicado. Outro dispositivo tecnológico tentará evitar que os utilizadores esqueçam os seus pertences no carro, cuja bateria será carregada por indução.

Associada ao BE haverá uma plataforma de tecnologia aberta, para costumizar o veículo e sustentar uma comunidade de desenvolvimento de aplicações, modelos de negócio e serviços, prevê o CEIIA

O sistema de inteligência do veículo será capaz de reconhecer o utilizador e personalizar o ambiente com música e luz a gosto. Associada ao BE haverá uma plataforma de tecnologia aberta, para costumizar o veículo e sustentar uma comunidade de desenvolvimento de aplicações, modelos de negócio e serviços, prevê o CEIIA.

O automóvel estará constantemente ligado, em situações normais, a um sistema de mobilidade, o mobi.e. partilhando e recebendo dados, sobre tráfego e as condições da as estradas, por exemplo.

*Actualizada com informação sobre o cancelamento da apresentação do BE e as explicações apresentadas pela Web Summit.




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