CMU Portugal atraiu 15 milhões de financiamento privado

Num balanço de dez anos de actividade, o programa de colaboração com a universidade Carnegie Mellon diz que impulsionou 11 startups.

João Claro CMU Portugal_2A celebrar dez anos de actividade, o Programa Carnegie Mellon Portugal (CMU Portugal), revelou em comunicado ter angariado já mais de 15 milhões de euros de cofinanciamento privado, com as suas iniciativas.

Financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), impulsionou a criação de 11 startups ‒ Dognaedis, Feedzai, Geolink, Mambu, Orange Bird, Prisma, RedLight Software, Sentilant, Streambolico, Veniam e Virtual Traffic Lights ‒, que já atraíram mais de 67 milhões de dólares de investimento de capital de risco, acrescenta.

No campo da investigação apoiou cerca de 50 projetos colaborativos de investigação, atraiu, acelerou os projectos de 17 equipas empreendedoras portuguesas nos Estados Unidos, e, na sua maioria internacional.

O programa envolveu em colaborações com a Carnegie Mellon várias dezenas de universidades, centros de investigação portugueses , além de dezenas de empresas portuguesas que co-financiaram com mais de quatro milhões de euros  25 projectos colaborativos lançados na primeira fase (2006-2012) , e  12 iniciativas empreendedoras de Investigação e 10 Projetos Exploratórios lançados na segunda fase (2012-2017).

Quanto a emprego, diz estar ligado à criação de mais de 200 postos de trabalho qualificados.

Estes projectos deram origem a mais de mil publicações, muitas em revistas e conferências de topo, mais de 100 protótipos, várias dezenas de distinções e prémios, cinco patentes e três spinoffs universitárias. No global mobilizou mais de 900 estudantes, investigadores e docentes de Portugal e dos EUA e envolveu 15 universidades portuguesas, a Carnegie Mellon University (CMU) e 120 empresas parceiras.

Quanto a emprego, diz estar ligado à criação de mais de 200 postos de trabalho qualificados. Em 2009, nasceu no âmbito do programa, o Instituto de Tecnologias Interativas da Universidade da Madeira (M-ITI). Hoje é considerado um pólo de inovação a nível regional, nacional e internacional, nomeadamente pelo trabalho desenvolvido em investigação na área da interacção homem-máquina, segundo o CMU Portugal.

“Os objetivos iniciais do Programa CMU Portugal passavam por melhorar a colaboração entre as universidades portuguesas e destas com as empresas, aprendendo com o enorme sucesso de CMU nestas matérias, e por intensificar a integração do país nas redes internacionais de conhecimento e de negócios, em que CMU tem uma presença muito forte. O que aconteceu foi muito além disso. Criámos um ecossistema internacional fértil, na captação de talento, na investigação, nos modelos a seguir, na capacitação das instituições, e nos fluxos de ideias e de pessoas entre academia e empresas, e esses ingredientes resultaram numa cultura empreendedora ímpar que vai da ciência à inovação, com resultados fantásticos”, considera o director do programa em Portugal, João Claro.




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