Padrões de desincentivo à carreira de mulheres nas TIC

A CompTIA identificou cenários que promovem a desigualdade de género no sector.

mulheres“Alcançar uma maior diversidade de género na nossa indústria requer grandes mudanças nas formas de interagir e de as raparigas aprenderem tecnologia”, diz Todd Thibodeaux, presidente e CEO da CompTIA (EUA). O estudo “Make Tech Her Story”, realizada pela associação do sector das TIC nos EUA, entre raparigas, com idades compreendidas entre 10 e 17 anos, identifica vários factores críticos que desencorajam as jovens a considerar uma carreira em tecnologia.

O executivo opina que para que as mudanças ocorram, será necessário um esforço de colaboração e compromisso a longo prazo por parte dos pais e agentes, professores e conselheiros, além de mentores da indústria que podem transmitir às futuras gerações a sua paixão em trabalhar com tecnologia.

A interacção precoce com a tecnologia, o acesso a mais informações sobre oportunidades de emprego, o apoio dos pais e influências estão entre as acções que podem incentivar mais as jovens a considerarem uma carreira nas TIC.

Os principais cenários de desincentivo:

‒ Papel dos pais na introdução à tecnologia

Raparigas e rapazes concordam que os pais e responsáveis de educação são a principal fonte para descobrir o que a tecnologia representa. Mas os meninos têm maior tendência a começar a usar dispositivos móveis mais cedo, aos cinco anos de idade ou menos, do que as meninas (11% contra 5%). Os meninos também são ligeiramente mais propensos a explorar os funcionamentos internos de dispositivos de tecnologia por curiosidade (36% versus 30% de mulheres).

‒ Decréscimo de interesse com a idade

Quase metade dos meninos considera realizar uma carreira de tecnologia, em comparação com menos de um quarto das raparigas. Entre as meninas do ensino básico, 27% considera uma carreira em tecnologia. No ensino médio o número cai para 18%.

As aulas de tecnologia não são suficientes

Jovens que frequentaram a disciplina de tecnologia são apenas ligeiramente mais propensas a considerar uma carreira em TI (32%). Menos de metade das raparigas que fizeram esses cursos estão confiantes que as suas competências são adequadas para o trabalho.

‒ Falta de conhecimento das sobre oportunidades de carreira

Das meninas que não consideraram uma carreira em TI, 69% dizem que se deve a não saberem que oportunidades estão disponíveis para elas. Mais de metade (53%) dizem que informações adicionais sobre as opções curriculares iriam encorajá-las a considerar um trabalho em TI.

‒ Influência e contacto com agentes do sector

Apenas 37% das meninas conhecem alguém que trabalha com TI. A percentagem sobe para 60% entre as raparigas que consideram uma carreira em TI.

*Com IDG NOw




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