Catxy precisa de três milhões de euros para expandir

A rede social com o mesmo nome, baseada numa app e em tecnologia de realidade aumentada, arrancou oficialmente na última quinta-feira.

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Equipa da Catxy

A Catxy lançou oficialmente a sua rede social na última quinta-feira, mas já tem lugar reservado na Web Summit, como startup “Alpha”. O CEO da empresa, Fábio Rodrigues, revela em entrevista para o Computerworld que ela precisa de garantir um financiamento de três milhões de euros para prosseguir planos de expansão no próximo ano.

O projecto que arrancou com 200 mil euros de investimento em capitais próprios precisa de investimento para expandir e ganhar massa crítica.

A Catxy gere uma rede social com o mesmo nome dependente de uma aplicação móvel, apetrechada com tecnologia para processso de realidade aumentada. A app permite a um utilizador localizar membros da sua rede num raio de cinco quilómetros, mas também aceder a conteúdos por eles produzidos em locais virtualmente assinalados.

A startup quer diferenciar a sua rede pela contextualização de informação no espaço, em função da localização do utilizador, para incrementar a envolvência com o ambiente. Todos os utilizadores podem editar as suas definições de localização e privacidade, garante Fábio Rodrigues.
Computerworld ‒ Como é que a Catxy poderá gerar negócio para a vossa empresa, de acordo com o vosso plano de negócio?
Fábio Rodrigues ‒ Os primeiros meses da Catxy vão ser focados na estratégia de aquisição e retenção de utilizadores. Temos planos de monetização, contudo. Vamos iniciar reuniões com algumas das principais agências de publicidade e meios do mercado para termos feedback sobre as ideias que temos, afim de termos um produto viável e que seja “win-win” para todos sem que as marcas sejam intrusivas para o utilizador. Acreditamos que as “sponsored locations” [locais patrocinados] são um passo natural. As “sponsored locations” podem funcionar dando mais relevância a um conteúdo num determinado local, numa janela temporal limitada. Mas não vamos lançar esse modelo nos próximos meses.

CW ‒ Quais são as definições mais restritivas, para garantir a privacidade do utilizador, mas capazes de manter a app funcionar com o mínimo de serviço?
FR: O utilizador pode definir a sua privacidade em 3 eixos: quem consegue ver os seus momentos (por defeito após registo, só os seguidores conseguem ver); quem consegue ver a sua localização (por defeito após registo, só as pessoas que o utilizador segue conseguem ver), quem consegue enviar mensagens à pessoa (por defeito após registo, só os seguidores conseguem enviar). É também possível criar filtros de pessoas, ou seja, posso definir se quero que apenas amigos ou família me vejam. Consegue ainda bloquear o acesso a membros da rede.

CW ‒ Como é que a tecnologia e serviço inerente à vossa rede social e app poderá ser útil para o mercado empresarial?

FR ‒ Imaginemos que enquanto utilizador, procuro um local para almoçar. Aponto à volta e vejo duas pizarias. Numa delas, o David Beckham esteve lá e deixou um “momento” dele. Se eu sou fã dele, vou sentir-me tentado a experimentar essa pizaria em detrimento da concorrente.

Cada local tem uma história, as marcas vão ter uma ferramenta ao seu dispor para contar a sua. Mas nas próximas semanas teremos mais novidades.

CW ‒ Quantos utilizadores já têm e quantos serão necessários, como massa crítica, para o vosso negócio ser viável?

FR ‒ A Catxy foi lançada há pouco mais de 24 horas, mas já tivemos acima de mil novos utilizadores. Pretendemos crescer até aos 50 mil utilizadores em Portugal no próximo mês.
Mas mais do que angariar membros para a rede, estamos focados em melhorar a experiência de utilizador de modo a obtermos uma boa taxa de envolvimento.

Quando atingirmos as metas propostas em Portugal, vamos expandir para outros países. Ainda não temos data para iniciar a monetização. Apenas daqui a seis meses teremos novidades sobre isso.

CW ‒ Quanto dinheiro precisam para avançar com os vosso projecto?

FR ‒ Para conseguirmos implementar os nossos planos de expansão precisamos de 3 milhões de euros para o próximo ano.

CW ‒ Qual é a arquitectura tecnológica da solução adoptada?

FR ‒ Todo o armazenamento é feito em serviços de cloud computing em “auto-scaling” da Amazon, implementação de bases de dados em noSQL com Couchbase, serviços de Docker para isolamento de sistemas, uma camada de APIs, geo-localização nativa e tecnologia de realidade aumentada.




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