PKNOA parte para o “grande” Big Data em 2017

A Datasonar, a plataforma de analítica da startup, será comercializada primeiro no mercado ibérico e mais tarde noutros mercados europeus, ao mesmo tempo que a empresa contratar mais 30 profissionais.

equipa_pknoaA startup portuguesa Predictive Knowledge and Operational Analytics (PKNOA) tenciona colocar no mercado mundial em Janeiro de 2017, a sua nova plataforma de analítica, DataSonar. No mesmo ano a empresa pretende ampliar a sua equipa de 20 para 50 elementos, com um plano fundado em financiamento de 1,5 milhões de euros, obtidos numa ronda de angariação.

Ainda durante a fase de lançamento do produto será criada uma equipa de vendas especializada para grandes clientes que acompanhará todo o ciclo de venda, avança a PME, dirigida por Maria João Mileu. “Os objectivos estratégicos da empresa, nesta fase inicial, consistem na implementação do produto em empresas de relevo que apresentem complexas necessidades de processamento e/ou análise de grandes volumes de dados”, explica.

A PKNOA pretende desenvolver uma imagem de “forte credibilidade e fiabilidade” para o sistema. E para isso vai optar por uma “selecção muito criteriosa de parceiros e de empresas-alvo, que se possam constituir como ‘clientes bandeira’ para o mercado global”.

É que apesar dos primeiros mercado alvo serem os de Portugal e Espanha, o plano da empresa é alargar a comercialização para os resto da Europa e para o EUA. Ainda em 2017. Durante 2018 a empresa tem projectada a abertura de duas delegações internacionais, uma europeia e outra norte-americana.

A estratégia comercial assenta em dois canais de vendas principais: uma forte presença online e de uma abordagem presencial. Mas no futuro englobará um canal de vendas indirecto com rede rede global de parceiros, para implementação e suporte, constituída por integradores tecnológicos e revendedores.

SIBS, ANF e o Grupo Jerónimo Martins, além da EDP, estão entre o grupo de empresas em que a PKNOA tem projectos-piloto.

No seu portefólio, a PKNOA leva os resultados em várias empresas portuguesas de vários sectores. Um projecto-piloto num cliente financeiro , produziu uma melhoria de 60% em análises preditivas de indicadores de actividade. E mais de 10 bases de dados diferentes foram agregadas numa empresa do sector energético para possibilitar a visualização em tempo-real de indicadores de desempenho, acrescenta a CEO.

SIBS, ANF e o Grupo Jerónimo Martins estão entre as empresas, além da EDP, nas quais tem projectos-piloto. Além disso, a tecnologia base do DataSonar arrecadou vários prémios de programas de aceleração de negócio, incluindo o prémio EDP Energia, a edição Spring 2015 do Lisbon Challenge e o prémio Seed Race 2015, da EDP Inovação.

A DataSonar foi preparada para necessidades específicas das várias fases da curva de adopção, desde a descoberta de valor até à integração desse valor com a arquitectura de TI, segundo um comunicado. E surge em dois modelos:
‒ a DataSonar Discovery, para empresas que ainda estão a avaliar o valor dos seus dados e focadas na exploração de projectos de negócio;

‒ DataSonar Analytics, orientado para empresas que já estão a realizar analítica sobre grandes volumes de dados e que pretendem extrair todo o potencial deles.

Os principais argumentos da DataSonar segundo a PKNOA:

‒ leitura em disco 100 vezes mais rápida do que as referências do mercado;

‒ computação distribuída que permite uma distribuição horizontal a baixos custos;

‒ sintaxe que permite a normalização de dados das mais diversas fontes e formatos;

‒ capacidade de integração de sistemas transaccionais com analíticos;

‒ suporte técnicas de aprendizagem de máquina focadas na detecção de padrões muito complexos, de relações previamente desconhecidas entre variáveis, para além de automatização de processos na análise de dados.




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