PJ adere à iniciativa “No More Ransom”

A polícia portuguesa vai trabalhar com a Polícia Holandesa, Europol, Kaspersky Lab e Inter Security no combate ao ransomware.

no-more-ransomA Polícia Judiciária (PJ) aderiu à iniciativa mundial “No More Ransom” três meses após o lançamento do projecto focado no combate ao ransomware. O corpo policial passa a colaborar mais intensivamente com a polícia holandesa, a Europol, a Kaspersky Lab e a Inter Security com esse objectivo.

O esforço conjunto teve uma nova vaga de adesão de entidades de segurança de outros 12 países ‒ Bósnia-Herzegovina, Bulgária, Colômbia, França, Hungria, Irlanda, Itália, Letónia, Espanha, Suiça e Reino Unido ‒ na qual se enquadra a autoridade portuguesa. “A colaboração traduz-se na extensão de ferramentas livres de descodificação para ajudar ainda mais vítimas a libertar os seus dispositivos e desbloquear informações enquanto se atacam os hackers onde estes são mais sensíveis: nos seus benefícios, porque ficam sem os resgates”, diz um comunicado da Kasperky Lab.

De acordo com o mesmo, os objectivos do projecto enquadram-se são compatíveis com a Eurojust e com a estratégia da Comissão Europeia. “A presente iniciativa insere-se na aposta que deve ser feita no combate ao cibercrime, e a assinatura de parceria constitui-se como uma iniciativa importante da Policia Judiciária no tema da cooperação internacional, sempre norteada por objetivos muito claros e diretamente ligados às necessidades da investigação criminal”, comenta o director da força policial portuguesa, José Almeida Rodrigues.

Essas inevitabilidades são, reforça o responsável, “acautelar a possibilidade de identificação de autores de crimes “on-line” cuja ameaça é crescente, e por outro lado, contribuir para uma informação esclarecida das vítimas de ransomware, nomeadamente recuperando a sua informação e dados pessoais, protegendo e acautelando futuros ataques e informando que não devem participar, ainda que inadvertidamente, no financiamento de grupos de crime organizado”.

“Os servidores apreendidos podem conter chaves de descodificação e, quando partilhados com empresas do sector privado, isso pode transformar-se em ferramentas que ajudem as vítimas a desbloquear os seus dados sem ter de pagar aos hackers”, Alfonso Ramírez (Kaspersky Lab)

A campanha teve início a 25 de Julho de 2016 e inclui um portal online com o objectivo de disponibilizar recursos úteis às vítimas,: informação sobre o que é o ransomware, como funciona e como se podem proteger dele. Os promotores esperam que mais forças de segurança e organizações do sector privado se aliem ao programa nos próximos meses.

“A luta contra o ransomware será ainda mais bem sucedida quando as forças de segurança e o sector privado se unirem. Os analistas podem oferecer uma pesquisa ainda mais ampla do malware e também serviços como a exploração da Internet, ajudando a encontrar ligações entre os vários elementos dos dados. Isto permite à polícia localizar os servidores utilizados para executar o ataque”, explica Alfonso Ramírez, diretor-geral da Kaspersky Lab para o mercado ibérico.

Em alguns casos, a percepção dos investigadores pode ajudar a localizar e prender os hackers responsáveis. “Os servidores apreendidos podem conter chaves de descodificação e, quando partilhados com empresas do sector privado, isso pode transformar-se em ferramentas que ajudem as vítimas a desbloquear os seus dados sem ter de pagar aos hackers”, assinala o executivo.

Para o mesmo congregar mais agências policiais de diferentes países no projecto melhorará a troca de informação operacional, para o combate ao ransomware ser mais eficaz.




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