Investidores portugueses preferem aconselhamento pessoal

Os consultores financeiros e as famílias desempenham um papel mais importante, em comparação com os sistemas robotizados de consultoria.

millenials_schrodersO estudo de “Investidores Globais” da Schroders concluiu que, apesar do aparecimento dos consultores robô, os investidores portugueses preferem falar com um humano, de preferência com um consultor financeiro, antes de tomarem qualquer decisão de investimento. A família e os amigos também desempenham um papel importante, revelou o estudo.

O trabalho baseia-se num inquérito a 20 mil investidores finais, residentes em 28 países, incluindo 300 de Portugal. Os robôs são ferramentas digitais que fazem perguntas acerca do risco e dos objectivos individuais dos investidores, antes de os investimentos serem efectuados online.

O estudo mostra que 53% dos investidores portugueses afirmaram que iriam auscultar um consultor financeiro na sua próxima decisão de investimento. E cerca de 32% dos investidores portugueses disseram que iriam consultar a família ou amigos, a percentagem mais elevada da Europa a afirmar que o faria.

Um número semelhante (29%) disse que iria pesquisar nos sites dos fornecedores de investimentos. Embora os investidores portugueses ainda consultem sites independentes (47%) ou sites de gestão de investimentos (43%) antes de tomarem uma decisão de investimento, os consultores financeiros ainda desempenham um papel importante no processo de tomada de decisões, diz a Schoders em comunicado.

“Apenas 37% dos investidores de todo o mundo identificaram correctamente o que uma empresa gestora de investimentos faz, com os “millenials” a saberem provavelmente menos que aqueles com mais de 35 anos”, concluiu a Schroders.

87% dos investidores globais consideraram que o seu conhecimento sobre investimentos é igual ou superior ao do investidor médio. A geração “millenial” (os que têm de 18 a 35 anos) foi a que mostrou mais tendência a descrever-se como tendo maior conhecimento do que o investidor médio: três quintos (61%) a afirmou-o, face a menos de metade (45%) dos investidores mais velhos.

“Apesar desta confiança, apenas 37% dos investidores de todo o mundo identificaram correctamente o que uma empresa gestora de investimentos faz, com os “millenials” a saberem provavelmente menos que aqueles com mais de 35 anos”, concluiu a Schroders. A geração “millenial” tem apenas um pouco mais tendência para fazer a sua própria pesquisa na Internet do que os investidores mais velhos.

Metade (51% da geração ”millenial” face a 49% dos que têm mais de 36 anos) dos investidores globais afirmou que iria auscultar um consultor financeiro da próxima vez que tomasse uma decisão de investimento mas esta resposta ficou apenas ligeiramente à frente dos que afirmaram que fariam a sua própria pesquisa.




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