UWB e BLE devem mudar soluções de localização

Um número elevado de tecnologias de nova geração ameaçam perturbar os sistemas de localização em tempo real (RTLS) de acordo com a ABI Research.

BluetoothCom a chegada das IoT industriais, novas soluções de empresas como as da Bluvision, DecaWave, e UWINLOC vão dar lugar a um novo e grande mercado sistemas de localização em tempo real (RTLS). O potencial é de triplicar receitas até os 15 mil milhões de dólares em 2021.

“Pela primeira vez, as empresas não têm que escolher entre exactidão, baixo custo e facilidade de desdobramento”, defende Patrick Connolly, analista principal da ABI Research. “Novas startups, como a SINTRA, Quuppa ou Quantitec, podem ser uma alternativa para aos fornecedores de RFID, Wi-Fi e UWB (Ultra Wide Band) tradicionais”, afirma.

As tecnologias tradicionais vão continuar a ter o seu espaço, mas será cada vez mais reduzido, especialmente nos casos de telemóveis inteligentes e outros dispositivos mais predominantes nos ambientes industriais. A ABI Research estabelece uma previsão proporcional de 5 para 1, entre novas e velhas soluções RTLS.

E destaca aplicações completamente novas para acompanhamento de cargas, monitorização de condições e gestão de inventário. Empresas como a Zebra disponibilizam uma mistura de tecnologias tradicionais e novas que podem ser implementadas e administradas conjuntamente na mesma plataforma, algo que vai dinamizar o mercado.

A tecnologia dominante em volume e receitas continua a ser a RFID, mas haverá novas opções para fazer o rastreio de produtos além dos pontos de venda, algo que abre caminho à associação de novos pedidos, programas de fidelização e serviços de pós-venda baseados em tecnologais Bluetooth Low Energy (BLE).

“A procura crescente de uma satisfação imediata dos clientes vai impulsionar novos modelos de negócio competitivos, a contar com a adaptação da carga “on-demand” e a “uberização” da entrega, no estilo de empresas como a CargoMatic e Confreight”, explica Connolly. “No longo prazo, a robótica e os “wearables” vão dominar, o que vai obrigar à utilização de dados de localização em tempo real”, constata o especialista.




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