IA eliminará 16% dos empregos existentes nos EUA

Mas a Forrester Research prevê que adopção de sistemas inteligentes atenue a eliminação ao repor 9%, em novos postos de trabalho.

trabalhoA automatização de processos nas organizações deverá vai substituir 16% do trabalho humano nos EUA até 2025, de acordo com um estudo da Forrester Research. Mas apesar de tudo a consultora também sublinha que vão ser criadas outras actividades com necessidade de recursos humanos.

A utilização de robôs, máquinas inteligentes e sistemas de aprendizagem de máquina deverá criar outros 9% de emprego, o que resulta numa redução total de 7%. A substituição de pessoas por dispositivos robotizados, por exemplo, é o cenário desenhado pelos sistemas de inteligência artificial (IA) no futuro à escala mundial.

Os analistas da Forrester, Craig LeClair e J.P. Gownder, sublinham no estudo que os robôs vão substituir determinados trabalhadores humanos, mas que a tecnologia também vai criar novos e mais interessantes empregos para os profissionais. A consultora avança com um número de 13,9 milhões de novos postos de trabalho nos Estados Unidos derivados de tecnologias inteligentes, nos próximos nove anos.

Do registo para a análise de dados

“A era cognitiva vai criar novos empregos, como profissionais de monitorização de robôs, cientistas de dados, especialistas em automação e editores de conteúdos”, apontam os analistas. “Mas a transformação dos empregos existentes resultantes de redefinir processos para utilização de suporte cognitivo – como transformar o trabalho de registo de dados de baixo valor numa análise mais aprofundada ou funções para o consumidor – será ainda mais dramática.”

O relatório aponta, por exemplo, que a plataforma de computação da IBM Watson, pode reduzir o tempo que os analistas de dados passam “a triturar” números. Isso significa que esses profissionais vão ter mais tempo para dedicar-se a tarefas de maior valor, como interpretar resultados.

A Forrester prevê que eliminar tarefas mundanas e disponibilizar trabalhos mais interessantes deve melhorar a auto-estima dos profissionais. A consultora também destaca que usar robôs para lidar com trabalhos de base dará aos funcionários humanos mais tempo para trabalhar directamente com os clientes, cada vez mais bombardeados com informações de apps, redes sociais, sites de comparação de preços e campanhas por email.

“Os funcionários de escritório vão continuar a perder os seus empregos para sistemas cognitivos, mas de maneira mais lenta do que alguns alarmistas acreditavam”, afirma LeClair e Gownder. “Descobrimos ainda que a mudança da natureza dos trabalhos terá impacto mais além da perda de emprego”.

Principais empregos a eliminar

Para Forrester, o principal alvo vão ser os empregos de funcionários administrativos e de escritório, com a maior perda de empregos nesta categoria localizada entre 2016 e 2020.

Os funcionários de vendas e empregos afins também vão ser afectados. Mas as profissões que exigem maiores bases de conhecimento ou pensamento criativo, como físicos e pessoas que trabalham com finanças, não vão ser tão atingidas.

O novo estudo da Forrester corrobora o que alguns cientistas de computação e investigadores de inteligência artificial têm vindo a dizer a propósito de uma maior interacção entre pessoas e robôs.




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